Astronautas do Artemis II usaram relógio com tecnologia desenvolvida pela USP
Astronautas do Artemis II da Nasa utilizaram a tecnologia que registra padrões de sono, atividade e exposição à luz
atualizado
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Os astronautas da missão Artemis II da Nasa, realizada em 1º de abril e que retornou ao planeta Terra na última sexta (10/4), utilizaram uma tecnologia criada em solo brasileiro e em uma universidade pública: trata-se de um relógio que registra padrões de sono e movimentos criado por um professor da Universidade de São Paulo (USP).
O dispostivo, chamado de actígrafo, é capaz de registrar avanços significativos na análise dos ritmos do corpo humano. Utilizado no pulso, ele permite o acompanhamento de algumas variáveis como o movimento corporal, o padrões de sono e a exposição à luminosidade.
A tecnologia inovadora foi criada a partir de pesquisas conduzidas na Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP, localizada na zona leste de São Paulo, sob coordenação do professor Mario Pedrazzoli. O equipamento foi financiado pela Fapesp e posteriormente aprimorado por uma empresa externa.
O actígrafo se assemelha esteticamente aos conhecidos Smartwatchs, ou relógios inteligentes, mas se diferencia por possuir foco estritamente científico, utilizado amplamente na área da cronobiologia, que estuda os ritmos biológicos, na neuriciência e nos estudos sobre saúde pública.
“Para a EACH, a utilização do dispositivo em missões espaciais representa uma conquista de grande relevância, evidenciando o impacto global da pesquisa desenvolvida na unidade e reforçando o papel da universidade pública brasileira na produção de conhecimento científico de excelência”, declara a instituição.
Missão Artemis II
Representando o retorno humano à Lua após mais de 50 anos, os astronautas do Artemis II pousaram na Terra na noite (horário de Brasília) de sexta-feira (10/4) após 10 dias no espaço. A aterrisagem ocorreu de forma segura, nas águas do Oceano Pacífico próximo á costa de San Diego, nos Estados Unidos.
Os tripulantes Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, da agência norte-americana, além de Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense, estão bem e devem ser agora acompanhados por uma equipe médica. A missão foi considerada um sucesso pela Nasa e a fase III é esperada para acontecer em 2027.












