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229 pares: estudo mostra qual animal tem maior número de cromossomos

A Polyommatus atlantica sofreu fragmentações cromossômicas ao longo de 3 milhões de anos. Humanos, a título de comparação, têm 23 pares

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Dr Roger Vila / The Institute of Evolutionary Biology
Foto colorida de borboleta, com tons de marrom de branco - Metrópoles.
1 de 1 Foto colorida de borboleta, com tons de marrom de branco - Metrópoles. - Foto: Dr Roger Vila / The Institute of Evolutionary Biology

Um novo estudo publicado na revista científica Current Biology nessa quarta-feira (10/9) confirmou que a borboleta Polyommatus atlantica — conhecida como “Atlas blue” — possui 229 pares de cromossomos, o maior número já documentado entre animais multicelulares. Originária das cadeias montanhosas do Norte da África, incluindo Marrocos e nordeste da Argélia, a espécie apresenta um genoma com estrutura extraordinária.

Enquanto muitas borboletas de sua linhagem possuem cerca de 24 pares ancestrais de cromossomos, a P. atlantica aumentou esse número por meio de dezenas, até centenas, de eventos de fragmentação cromossômica —, e não de duplicação. Esses eventos afetaram principalmente os autossomos, deixando os cromossomos sexuais relativamente preservados.

Os pesquisadores estimam que essas fragmentações ocorreram ao longo de aproximadamente 3 milhões de anos, partindo de um genoma ancestral de cerca de 24 cromossomos para os atuais 229 pares. Os pontos de “quebra” do DNA corresponderam a regiões em que o código genético está menos compacto, tornando essas áreas mais suscetíveis a fragmentações.

Embora mudanças no número de cromossomos frequentemente sejam consideradas prejudiciais à estabilidade dos organismos, a P. atlantica mostra que movimentos extremos de reorganização cromossômica podem persistir sem inviabilizar a espécie, mantendo viabilidade ao longo de milhões de anos.

Além de acrescentar ao entendimento da evolução cromossômica, o estudo tem implicações potenciais para pesquisas biomédicas: mecanismos de reorganização cromossômica semelhantes ocorrem em células cancerígenas. Compreender como a borboleta tolerou uma fragmentação tão intensa pode oferecer pistas sobre estabilidade do genoma em outros contextos.

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