Conheça 6 mulheres brasileiras que representam a ciência no país

Cientistas se destacam em áreas diversas e inspiram novas gerações a se aproximar da ciência e da produção de conhecimento no Brasil

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A ilustração mostra uma cientista (pessoa com conhecimento avançado em uma ou mais ciências) em pleno processo de trabalho. Silhuetas de cientistas estão posicionadas na parte inferior da ilustração. Ao redor, diversos elementos representam diferentes processos e abordagens na resolução de um problema ou na busca por uma solução. Metrópoles
1 de 1 A ilustração mostra uma cientista (pessoa com conhecimento avançado em uma ou mais ciências) em pleno processo de trabalho. Silhuetas de cientistas estão posicionadas na parte inferior da ilustração. Ao redor, diversos elementos representam diferentes processos e abordagens na resolução de um problema ou na busca por uma solução. Metrópoles - Foto: DrAfter123/Getty Images

A ciência ajuda a explicar o mundo e está presente em praticamente todos os aspectos da vida cotidiana, da saúde às tecnologias que transformam a rotina. No Brasil, pesquisadoras têm desempenhado papel cada vez mais relevante nesse cenário, contribuindo com descobertas, inovação e formação de novas gerações de cientistas.

Nesta quarta-feira (11/2) é celebrado o Dia Internacional das Meninas e Mulheres na Ciência. A data chama atenção para a importância da presença feminina na pesquisa e também para histórias que ajudam a inspirar futuras cientistas. Conheça seis pesquisadoras brasileiras que se destacam na produção científica e representam o país em diferentes áreas:

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Deliane Penha é bióloga da UFOPA e pesquisadora apoiada pelo Serrapilheira. Atua no interior do Pará tentando desvendar por que as árvores morrem
Tatiana Ometto gerencia programas de biossegurança de alta contenção no CNPEM
Maria Augusta Arruda é diretora do LNBio do CNPEM desde 2023. Ela possui quase 30 anos de experiência em pesquisa
Fernanda Matias é professora da Ufal (Alagoas) e pesquisadora apoiada pelo IDOR Ciência Pioneira. Tem projeto inovador que investiga como usar a física para aprimorar diagnóstico de Alzheimer
Liu Lin é chefe da Divisão de Aceleradores no LNLS (luz sincroton), parte do CNPEM. Entrou no LNLS em 1986 e participou do projeto, construção, comissionamento e operação dos aceleradores da primeira fonte de luz síncrotron brasileira (UVX)
Helena Nader é a primeira mulher a ocupar o cargo de presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC), instituição centenária e reconhecida no setor
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Helena Nader é a primeira mulher a ocupar o cargo de presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC), instituição centenária e reconhecida no setor

Mario/Marques/Divulgação ABC
Deliane Penha é bióloga da UFOPA e pesquisadora apoiada pelo Serrapilheira. Atua no interior do Pará tentando desvendar por que as árvores morrem
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Deliane Penha é bióloga da UFOPA e pesquisadora apoiada pelo Serrapilheira. Atua no interior do Pará tentando desvendar por que as árvores morrem

Luana Tayze/Instituto Serrapilheira
Tatiana Ometto gerencia programas de biossegurança de alta contenção no CNPEM
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Tatiana Ometto gerencia programas de biossegurança de alta contenção no CNPEM

Divulgação/CNPEM
Maria Augusta Arruda é diretora do LNBio do CNPEM desde 2023. Ela possui quase 30 anos de experiência em pesquisa
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Maria Augusta Arruda é diretora do LNBio do CNPEM desde 2023. Ela possui quase 30 anos de experiência em pesquisa

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Fernanda Matias é professora da Ufal (Alagoas) e pesquisadora apoiada pelo IDOR Ciência Pioneira. Tem projeto inovador que investiga como usar a física para aprimorar diagnóstico de Alzheimer
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Fernanda Matias é professora da Ufal (Alagoas) e pesquisadora apoiada pelo IDOR Ciência Pioneira. Tem projeto inovador que investiga como usar a física para aprimorar diagnóstico de Alzheimer

Divulgação/UFAL
Liu Lin é chefe da Divisão de Aceleradores no LNLS (luz sincroton), parte do CNPEM. Entrou no LNLS em 1986 e participou do projeto, construção, comissionamento e operação dos aceleradores da primeira fonte de luz síncrotron brasileira (UVX)
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Liu Lin é chefe da Divisão de Aceleradores no LNLS (luz sincroton), parte do CNPEM. Entrou no LNLS em 1986 e participou do projeto, construção, comissionamento e operação dos aceleradores da primeira fonte de luz síncrotron brasileira (UVX)

Divulgação/CNPEM

Helena Nader

Presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e professora emérita da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo, Helena Nader tem trajetória consolidada tanto na pesquisa biomédica quanto na liderança institucional. Seu trabalho científico envolve o estudo de glicosaminoglicanos, como a heparina, substâncias com aplicações relevantes na área da saúde e tratamento de doenças.

Ela se tornou a primeira mulher a presidir a ABC e hoje cumpre o segundo mandato. Também esteve à frente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e atua na defesa de políticas públicas voltadas ao fortalecimento da pesquisa e à equidade de gênero.

“O papel da mulher na ciência brasileira é fundamental. As mulheres já são maioria nas universidades, mas ainda não ocupam o topo das carreiras na mesma proporção. A diversidade de olhares é essencial para a ciência avançar”, afirma.

Deliane Penha

A bióloga paraense Deliane Penha dedica a carreira a entender por que e como as árvores morrem na Amazônia. Professora da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), ela realiza pesquisas de campo na Floresta Nacional do Tapajós e chega a subir na copa de árvores de até 30 metros para avaliar fatores de vulnerabilidade.

Sua trajetória acadêmica incluiu quatro pós-doutorados, no Brasil e nos Estados Unidos, período marcado pela conciliação entre maternidade, carreira e desafios estruturais enfrentados por cientistas amazônidas.

“Ouvi muitas vezes que a maternidade reduziria minha produtividade e até que ser da Amazônia significava atraso. Mesmo assim, sempre quis ser mãe e cientista aqui. Para quem sonha com isso, digo que tenha coragem e persistência”, relata a pesquisadora apoiada pelo Instituto Serrapilheira.

Hoje, além da pesquisa, Deliane coordena iniciativas para ampliar a presença de cientistas que atuam na região amazônica na produção científica nacional.

Fernanda Matias

Professora e pesquisadora da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Fernanda Matias atua na interface entre física, neurociência e inclusão social. Seu trabalho investiga como métodos da física podem contribuir para aprimorar o diagnóstico do Alzheimer.

Ela também coordena o projeto BrilhanteMente, que busca aproximar meninas e mulheres da ciência por meio da física estatística e computacional aplicada à neurociência.

“Meninas muitas vezes crescem ouvindo que meninos são naturalmente brilhantes, enquanto elas seriam apenas esforçadas. Esses estereótipos afastam talentos da ciência, não por falta de capacidade, mas por falta de identificação”, explica a cientista apoiada pelo IDOR Ciência Pioneira.

Tatiana Ometto

Com mais de duas décadas dedicadas à microbiologia, virologia e biossegurança, Tatiana Ometto integra a equipe responsável pela implantação do primeiro laboratório brasileiro de máxima contenção biológica, no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM).

Ela participou de pesquisas com vírus emergentes e reemergentes e teve experiências internacionais em instituições como o CDC, órgão regulador dos Estados Unidos. Hoje também atua na formação de equipes especializadas e em iniciativas educacionais voltadas à ciência aplicada.

“As mulheres sempre foram fundamentais para o avanço científico, mesmo enfrentando barreiras. Ver mais meninas interessadas pela ciência mostra que esse cenário está mudando. Persistir nos sonhos profissionais faz diferença”, afirma.

Maria Augusta Arruda

Diretora do Laboratório Nacional de Biociências (LNBIO-CNPEM), Maria Augusta Arruda lidera pesquisas em biologia integrativa, imunoterapia e descoberta de novos fármacos. Com quase 30 anos de experiência científica, também tem atuação internacional e histórico de iniciativas voltadas à equidade racial e de gênero na ciência.

Ela destaca que a trajetória feminina no meio acadêmico frequentemente envolve equilibrar expectativas sociais e ambições profissionais.

“Muitas mulheres precisam conciliar múltiplos papéis ao mesmo tempo. Ainda assim, não devemos abrir mão do que nos realiza. É possível construir uma carreira científica sem deixar de lado aquilo que nos faz felizes”, afirma.

Como mulher negra em posição de liderança, ela também chama atenção para desafios estruturais. “O racismo e a desigualdade ainda existem, mas acredito que ocupar esses espaços ajuda a abrir caminhos para quem vem depois”, finaliza.

Liu Lin

Referência nacional em física de aceleradores, Liu Lin participa desde os anos 1980 do desenvolvimento das fontes de luz síncrotron no Brasil. Ela esteve envolvida tanto na primeira infraestrutura do país quanto no Sirius, um dos aceleradores mais avançados do mundo.

Atualmente chefe da Divisão de Aceleradores do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron, também atua na formação de novos especialistas e na consolidação da física brasileira em grandes projetos científicos.

“Sempre tive curiosidade em entender como as coisas funcionam. Para meninas interessadas em ciência, o recado é seguir em frente. É uma carreira desafiadora, mas recompensadora e essencial para enfrentar problemas complexos do mundo atual”, diz.

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