Tamara Klink se retrata após pedir que público não compre livro
Tamara Klink havia pedido que leitores evitassem comprar novos exemplares do livro dela por causa do impacto ambiental da produção de livros

Tamara Klink se retratou após causar repercussão ao pedir que o público deixasse de comprar Bom Dia, Inverno. A obra está entre as mais vendidas do país há três meses, mas a autora havia defendido que exemplares já disponíveis fossem compartilhados entre leitores como forma de reduzir o impacto ambiental provocado pela produção de novos livros.
Diante das críticas, Tamara reconheceu que não havia considerado os diferentes setores envolvidos no mercado editorial e admitiu o erro.
“Errei em não ver outros pontos de vista. Precisamos da leitura. Precisamos de autores. Pequenos, grandes e independentes. Sou leitora antes de ser autora e não levei em conta toda a cadeia que alimenta as editoras. Agradeço a cada um que faz a leitura ir mais longe do que a prateleira”.
A declaração que motivou a repercussão partiu de uma preocupação da autora com o aumento da procura pela obra. Na avaliação de Tamara, a fabricação de novos exemplares exige papel e energia, além de provocar emissões de gases poluentes. Por isso, ela havia sugerido alternativas à compra de uma nova unidade, como empréstimos e doações.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles“Já tem muitos livros circulando pelo Brasil todo. Se vocês puderem, se vocês têm acesso a uma biblioteca, pessoas da família, colegas do trabalho, façam os livros circularem. É muito triste um livro acabar em uma biblioteca só e ser lido só uma vez”, diz a autora.
Na mesma manifestação, Tamara incentivou os leitores a repassarem os exemplares depois da leitura, em vez de mantê-los guardados. “Tem um monte de papel, um monte de energia que foi gasta para este livro existir. Se seu plano é deixar o livro a vida toda guardado na estante, mude este plano”, completa.








