Rafael Suco: polícia fará reconstituição para esclarecer morte do ator

Imagens e relatos revelam contradições e detalhes suspeitos sobre pessoas presentes na noite da morte de Rafael Suco

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Rafael Suco de camisa preta ajeitando a gola - Metrópoles
1 de 1 Rafael Suco de camisa preta ajeitando a gola - Metrópoles - Foto: Reprodução/Redes Sociais

A polícia de São Paulo realizará a reconstituição da morte do ator Rafael Suco, ocorrida há dois anos no Morumbi, zona sul da capital. O caso foi tratado em um primeiro momento como suicídio, mas ainda em 2023 a polícia chegou a investigar a hipótese de homicídio, sem avanços, segundo pessoas próximas ao ator. Agora, por determinação do Ministério Público, a investigação é conduzida pelo Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), que prepara novas diligências.

De acordo com um amigo próximo de Rafael, que teve acesso a imagens do prédio, a versão inicial da polícia apontava que o ator teria passado por um suposto surto psicótico e se atirado da janela.

“Quando aconteceu toda a situação, a polícia estava colocando como suicídio do Rafael. O depoimento das pessoas era que ele tinha tido um surto psicótico, tinha agredido e, enfim, pulou da janela. A gente não tinha as imagens, não tinha várias coisas que estavam com a polícia, com a primeira delegacia”, relatou Jean Putzel ao Metrópoles. 

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Jean explica que Rafael havia ido ao prédio após ser convidado por uma das mulheres presentes no apartamento, que ele conhecia há apenas duas semanas. A dona do apartamento conhecia o outro homem presente havia cerca de um mês. “Ou seja, quase todos se conheciam há pouco tempo, exceto as duas mulheres, que eram amigas há mais tempo”, disse.

Além das imagens e de contradições em todos os depoimentos, o laudo toxicológico também mostrou que Rafael não havia consumido álcool nem drogas. Também não havia indícios de surto psicótico, como afirmaram as pessoas que estavam com o ator.

Comportamento suspeito do homem no prédio

O comportamento do homem que estava no apartamento com Rafael após a queda também gera suspeitas. “Nos vídeos do elevador, ele aparece sempre meio nervoso, querendo ir embora rápido, mexendo nas unhas. Há um momento em que ele começa a tirar algo do meio da unha, o que parece não apenas nervosismo, mas também uma tentativa de remover alguma coisa, o que é muito suspeito”, afirmou.

Segundo Jean, nenhum dos três presentes no apartamento desceu imediatamente para verificar a situação de Rafael após a queda. O homem tentou sair do prédio, mas foi barrado por vizinhos e retornou ao apartamento. “Quando os vizinhos o barraram e disseram ‘caiu uma pessoa de uma janela’, ele respondeu: ‘Nossa, não acredito que o Rafael fez isso’, mesmo sem ter ido verificar a situação”, relatou.

Além disso, há relatos de vizinhos sobre luzes estranhas no apartamento no momento do acidente. Um áudio do síndico de um prédio vizinho sugere que os policiais encontraram velas no chão.

A reconstituição será usada pela polícia para auxiliar no completo esclarecimento dos fatos. Até o momento, as autoridades ainda não concluíram se Rafael caiu acidentalmente, se tirou a própria vida ou se houve intervenção de terceiros. Apesar disso, a Secretaria de Segurança Pública confirma que o caso é investigado como homicídio.

Veja nota da SSP sobre o caso na íntegra:

O caso é investigado como homicídio por meio de inquérito policial, agora pelo Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), em cumprimento a determinação do Ministério Público expedida em dezembro de 2024. As partes envolvidas já foram ouvidas. Outras diligências seguem em andamento, incluindo a reconstituição do crime, que será realizada para auxiliar no completo esclarecimento dos fatos.

 

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