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Celebridades

Pastor que associou pedofilia aos LGBTs lidera banda evangélica famosa

Pastor Carlos Moysés é líder da igreja evangélica Ministério Voz da Verdade, condenada por discriminação contra a população LGBT+

06/08/2026 09:35, atualizado 06/08/2026 09:53
Reprodução/ Instagram
Imagem colorida de Pastor Carlos Moysés - Metrópoles

A igreja evangélica Ministério Voz da Verdade e dois líderes religiosos da instituição foram condenados a pagar R$ 100 mil por discriminação contra a população LGBT+. Um deles é o pastor Carlos Moysés, que tem até um fã-clube nas redes sociais dedicado aos seus feitos.

O pastor (foto em destaque) é cantor, compositor, guitarrista e líder do Ministério Voz da Verdade, uma das mais tradicionais bandas de música gospel do país.

Ele fundou o grupo em 1973. O primeiro LP foi gravado em 1978 e intitulado Quem é o Caminho?. Desde então, a banda se tornou conhecida no país com sucessos como Lute, Sou um Milagre, Projeto no Deserto, Além do Rio Azul, entre outros.

Carlos afirma ter composto mais de 350 canções e ficou conhecido como “salmista do século 21”. No Instagram, ele conta com uma página de fã-clube com mais de 6 mil seguidores.

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Um deles é o pastor Carlos Moysés, que tem até um fã-clube dedicado aos seus feitos.
O pastor é cantor, compositor, guitarrista e líder do Ministério Voz da Verdade, uma das mais tradicionais bandas de música gospel do país.
A igreja evangélica Ministério Voz da Verdade e dois líderes religiosos da instituição foram condenados a pagar R$ 100 mil por discriminação contra a população LGBT+.
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A igreja evangélica Ministério Voz da Verdade e dois líderes religiosos da instituição foram condenados a pagar R$ 100 mil por discriminação contra a população LGBT+.

Reprodução/Redes Sociais
Um deles é o pastor Carlos Moysés, que tem até um fã-clube dedicado aos seus feitos.
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Um deles é o pastor Carlos Moysés, que tem até um fã-clube dedicado aos seus feitos.

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O pastor é cantor, compositor, guitarrista e líder do Ministério Voz da Verdade, uma das mais tradicionais bandas de música gospel do país.
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O pastor é cantor, compositor, guitarrista e líder do Ministério Voz da Verdade, uma das mais tradicionais bandas de música gospel do país.

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Condenação do Ministério Voz da Verdade

Durante uma transmissão ao vivo no YouTube, os réus disseram: “Vão logo querer legalizar a pedofilia… Tá aí… LGBTQ… P… Pedófilo”.

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Ao analisar o caso na 2ª Câmara de Direito Privado do TJSP, o desembargador Álvaro Passos destacou que a liberdade religiosa não pode servir de justificativa para práticas ilícitas. Ele destacou que a conduta dos pastores e da igreja reforça estereótipos, incentiva a intolerância e a discriminação.

Os pastores Edgar Oliveira Ramos e Carlos Alberto Moisés alegaram que não houve intenção discriminatória e que os vídeos foram disponibilizados apenas dentro da igreja. A tese, no entanto, foi rejeitada pelo juiz.

Associar uma orientação sexual ou identidade de gênero ao crime de pedofilia extrapola qualquer limite de pregação bíblica, atingindo a dignidade de todo um grupo social. O argumento de que os vídeos eram privados ou de circulação restrita também não socorre os apelantes, pois a transmissão online e a própria natureza pública do culto permitem a propagação do discurso discriminatório”, escreveu o magistrado.

A indenização por danos morais coletivos foi fixada em R$ 100 mil. Além disso, os religiosos deverão retirar o conteúdo do ar e publicar uma nota de retratação.