O drama que quase tirou Romário, o herói do tetra, da Copa de 1994
Um crime envolvendo um familiar de Romário quase mudou o rumo do então jogador de futebol na Copa do Mundo de 1994

Em 2 de maio de 1994, pouco mais de um mês antes da estreia da Copa do Mundo daquele ano, Edevair de Souza Faria, pai do então jogador de futebol Romário, foi sequestrado no Rio de Janeiro. O crime quase mudou o rumo do título da Seleção Brasileira, que rendeu o título de “herói do tetra” ao atleta.
Edevair desapareceu após deixar o bar Garota do Quitungo, na Vila da Penha. Ele foi sequestrado por três homens, que pediram o valor de US$ 7 milhões, o equivalente a R$ 7 milhões na cotação da época, pelo resgate.
O caso rapidamente ganhou força midiática, já que Romário era um dos principais craques da Seleção Brasileira naquele ano. Jogando no Barcelona, ele voltou ao Brasil para acompanhar as investigações em torno do sequestro do pai e deixou claro: “Ou meu pai aparece ou não irei ao Mundial”.
Edevair foi encontrado em 8 de maio do mesmo ano, em uma casa em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Ao todo, cinco pessoas foram presas e o resgate milionário não foi pago pela família do atleta.
Após Edevair ser encontrado pela polícia carioca, Romário embarcou para a Copa do Mundo e se tornou um dos principais nomes do tetracampeonato.
Edevair de Souza Faria morreu em 22 de maio de 2008, aos 77 anos, vítima de um ataque cardíaco. Hoje, Romário é senador pelo Rio de Janeiro, cargo que ocupa desde 2015.

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