MP reage a vídeo de Nego Di após prisão; entenda
O humorista Nego Di terá vídeo investigado após ele aparecer nas redes sociais mesmo após medidas cautelares
atualizado
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O humorista Nego Di voltou ao centro de uma polêmica judicial após aparecer em vídeos divulgados nas redes sociais. Nas imagens, ele fazia a preparação para um campeonato de fisiculturismo, apesar de estar submetido a medidas cautelares que o impedem de utilizar redes sociais desde que deixou a prisão.
As imagens foram compartilhadas pelo treinador de Nego Di e mostram a rotina de preparação para uma apresentação no Campeonato Gaúcho de Fisiculturismo, marcado para 14 de junho, em Porto Alegre. O conteúdo também foi republicado pela Federação de Bodybuilding e Fitness do Rio Grande do Sul (IFBB-RS).
De acordo com o Ministério Público do Rio Grande do Sul, o humorista não poderia aparecer em redes sociais. A restrição integra o conjunto de medidas cautelares impostas após a concessão de liberdade provisória ao influenciador. O caso do vídeo será investigado pela Promotoria.
Ao g1, a defesa de Nego Di afirmou que não houve descumprimento das medidas impostas pela Justiça porque os vídeos não foram publicados pelo próprio humorista.
“As cautelares impostas a Dilson vedam publicações próprias em redes sociais. Não há restrição que alcance publicações de terceiros, razão pela qual não há fato novo a ser apurado pelo Ministério Público”, afirmou a equipe jurídica.
Os advogados também sustentam que o influenciador vem cumprindo todas as determinações judiciais desde que deixou a prisão, em novembro de 2024.
O Metrópoles tenta contato com a defesa do humorista para mais esclarecimentos. O espaço segue aberto.
Por que Nego Di está proibido de usar redes sociais?
Nego Di responde a um processo relacionado à loja virtual Tá Di Zuera. Segundo a Polícia Civil e o Ministério Público, ele e o sócio, Anderson Boneti, teriam lesado mais de 370 pessoas entre março e julho de 2022, causando um prejuízo estimado em R$ 5 milhões.
O humorista foi preso preventivamente em julho de 2024 e permaneceu por mais de quatro meses na Penitenciária Estadual de Canoas. Em novembro do mesmo ano, recebeu liberdade provisória por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Desde então, passou a cumprir uma série de medidas cautelares determinadas pela Justiça. Entre elas estão a proibição de utilizar redes sociais, a entrega do passaporte e o comparecimento periódico em juízo. Segundo o g1, ele chegou a ser advertido anteriormente após descumprir as restrições com publicações em plataformas digitais.
Em junho de 2025, Nego Di e Anderson Boneti foram condenados em primeira instância a 11 anos e oito meses de prisão em regime fechado por estelionato no caso da Tá Di Zuera. A decisão ainda cabe recurso e a pena só poderá ser executada após o trânsito em julgado.









