Metanol: médico de Hungria alertou para falso negativo em exame

Em entrevista coletiva na última sexta-feira (3/10), chefe da unidade hospitalar alertou para possível falso negativo no resultado

atualizado

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Imagem colorida do cantor Hungria usando um óculos amarelo
1 de 1 Imagem colorida do cantor Hungria usando um óculos amarelo - Foto: Reprodução/Instagram @hungria_oficial

O chefe da unidade hospitalar em Brasília onde Gustavo Hungria, 34 anos, foi internado já havia alertado para a possibilidade de que os resultados dos exames para presença de metanol no sangue do cantor dessem um “falso negativo”.

Os exames que comprovam ou não a intoxicação por metanol do artista viraram motivo de impasse nesta terça-feira (7/10). A assessoria de Hungria compartilhou resultados do hospital particular que comprovam a presença da substância no sangue do paciente, contrariando os exames realizados pela rede pública do Distrito Federal e divulgados pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e pela Secretaria de Saúde do DF.

“A confirmação [da presença de metanol] se dá por dois testes e os dois estão correndo. Serão cinco a sete dias. Neste momento se trata de uma suspeita de intoxicação por metanol. É uma suspeita forte, mas a confirmação ainda não tem. Existe um risco de falso negativo alto, então mesmo que o exame dê negativo, vamos fechar como suspeita alta”, afirmou Alisson Borges, diretor-geral do DF Star, em coletiva com a imprensa na última sexta-feira (3/10).

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Hungria é clicado durante uma de suas apresentações
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Fãs e amigos famosos também reagiram à notícia da internação do artista
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Exame revelou presença de metanol no sangue de Hungria, diz assessoria
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Hungria é clicado durante uma de suas apresentações
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Hungria foi internado em Brasília sob suspeita de intoxicação por metanol
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Hungria defende autistas, pessoas com síndrome de Down e PCDs em show em Ceilândia
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Material cedido ao Metrópoles

Segundo os resultados da unidade particular onde o cantor esteve internado, foi identificada a presença de 0,54 mg/dL de metanol no sangue do artista. O valor de referência é de 0,25 mg/dL. Procurada pela reportagem, a assessoria do hospital ainda não se pronunciou.

Ao Metrópoles, toxicologistas afirmam que estes resultados são compatíveis com o quadro clínico por intoxicação por metanol, e precisam de tratamento imediato. No entanto, está longe de configurar um caso grave, como os demais casos em São Paulo.

“O valor de 0,54 mg/dL de metanol no sangue é considerado acima do limite de segurança e indica exposição significativa à substância. Embora não represente, isoladamente, um quadro grave de intoxicação, é um resultado que requer atenção e tratamento imediato, pois mesmo pequenas quantidades podem se converter em metabólitos altamente tóxicos no organismo, como o formaldeído e o ácido fórmico. A dose letal da ingestão via oral é de 30-240 mL (20-150 g), e a tóxica mínima é de cerca de 100 mg/kg”, explica o médico emergencista Yuri Castro Santos.

Nos quatro dias que ficou internado, Hungria passou pelo protocolo médico para intoxicação por metanol, incluindo o uso de etanol em quantidades controladas para conter os efeitos da substância, e hemodiálise precoce.

Próximos passos

Agora, o próximo passo tanto para a equipe médica do cantor quanto para as autoridades de saúde é esperar o resultado da contraprova dos exames. A previsão é que o resultado oficial seja divulgado até sexta-feira (10/10).

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) também já realizou perícia nas duas doses de vodka consumidas pelo artista no DF. O resultado para ambas deu negativo para presença de substâncias tóxicas, mas confirmou que uma delas era uma bebida alcoólica falsificada.

Hungria, no entanto, já se recupera em casa da possível intoxicação. Ele recebeu alta no último domingo (5/10) e já divulgou a nova agenda de shows após a liberação médica.

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