Maitê Proença pede ajuda para libertar girafas presas em resort

Atriz reforçou que os animais vindos da África estão vivendo em condições deploráveis; BioParque do Rio de Janeiro desmente

atualizado 06/05/2022 17:00

Close do rosto de Maitê ProençaFoto: Reprodução

Maitê Proença usou as redes sociais para pedir a liberdade das 18 girafas que estão presas desde novembro, quando chegaram ao Brasil.

“Continua a barbaridade com as 18 girafas trazidas da África, agora são 15 porque morreram três. Uma operação de crime cometido pelo IBAMA e outros órgãos, já que nossa legislação não permite a importação de animais exóticos e selvagens. Depois que chegaram no resort em Mangaratiba, três morreram e 15 continuam presas em cubículos, sem sol, pisando nas suas próprias fezes, em condições deploráveis”, disse.

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Ela continuou: “Elas precisam ser transferidas para outros cativeiros. Elas estão desde o dia 11 de novembro de 2021 nessa condição imoral, são seis meses de agonia. Se você se sensibiliza por essa situação provocada pela arrogância do homem, pressione os órgãos competentes. Eles estão nomeados na legenda”.

Segundo informações da assessoria do Ibama, os locais onde se encontram os animais foram regularizados. “Após notificação do Ibama, todos os recintos foram devidamente adequados, conforme legislação vigente. É importante destacar que Instituto segue acompanhando a adaptação dos animais, por meio de vistorias frequentes.”

A equipe do BioParque do Rio de Janeiro também entrou em contato com a reportagem e informou que a situação foi normalizada.

“O BioParque do Rio reitera a responsabilidade com as girafas e com o programa de conservação. Elas permanecem no Portobello Safari. Os animais estão bem, evoluindo positivamente a cada dia com o manejo, que inclui o condicionamento e enriquecimento ambiental, com vistas ao plano de transferência do cambiamento/solário para os recintos, até ocupar toda área de 44 mil m². A adaptação dos animais é um processo realizado com técnicas especializadas de manejo, respeitando os procedimentos e os protocolos de segurança, sempre primando pelo bem-estar dos animais.”

Entenda o caso:

A importação de 18 girafas de Joanesburgo, na África do Sul, para o Rio de Janeiro causou um impasse entre o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e os defensores dos animais no Brasil.

Há mais de dois meses, os bichos desembarcaram na capital fluminense. Comprados pelo zoológico BioParque do Rio, do Grupo Cataratas, foram cumprir quarentena obrigatória no resort Portobello Safári, localizado em Mangaratiba, no litoral sul, que fechou uma parceria técnica para “pesquisa, conservação e manejo” dos animais.

As mobilizações e denúncias começaram em 14/1, um mês após três girafas morrerem no local. Na ocasião, durante uma tentativa de veterinários de levá-las ao solário, seis fugiram. Pouco depois de serem capturadas, três delas não resistiram.

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