Mãe de Oruam é acusada de corrupção e afastada de cargo; entenda
Márcia Gama é acusada por servidores de ser funcionária fantasma em órgão público do Rio, que, por sua vez, nega a ilegalidade
atualizado
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Márcia Gama, mãe do rapper Oruam, é acusada de corrupção por funcionários públicos da Câmara de Belford Roxo, município da Baixada Fluminense, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Ela ocupa, há mais de 10 anos, o cargo de técnico jurídico legislativo, com salário mensal de R$ 4,2 mil.
Segundo funcionários da Casa, ouvidos pela Veja, que revelou o caso, Márcia não aparece no local de trabalho há anos, o que levantou suspeitas de que ela seria uma funcionária fantasma.
Alguns dias após a reportagem, o presidente da Casa, vereador Markinho Gandra (União), determinou o afastamento dela. A decisão foi oficializada por meio de uma portaria publicada na última sexta-feira (1º/8), informando que o afastamento será “para tratar de assuntos particulares e sem remuneração”.
Ainda de acordo com a reportagem, os funcionários, que optaram pelo anonimato, afirmam que a servidora não comparecia ao prédio da Câmara nem para assinar a folha de ponto. A Casa legislativa, entretanto, afirmou que ela desempenhava suas funções normalmente.
Além do cargo público, Márcia ainda administra uma empresa especializada em limpeza de calçados e outra de roupas femininas. Nas redes sociais, aos seus mais de 350 mil seguidores, ela se declara publicamente ao filho Oruam, preso desde 22 de julho, e ao marido, o traficante Marcinho da VP.
O Metrópoles tenta contato com Márcia Gama e com a Câmara de Belford Roxo e aguarda posicionamento.








