Justiça nega habeas corpus e Menina do Ministério Etrom segue presa
Lusimar Augustinho, mais conhecida como a "Menina do Ministério Etrom", foi presa na última quinta-feira (14/8) em Brasília

O desembargador Diaulas Costa Ribeiro, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), negou um pedido de habeas corpus feito pela defesa de Lusimar Augustinho da Silva, mais conhecida como “Menina do Ministério Etrom”.
“Também não ficou demonstrado, até o momento, que o tratamento necessário seja incompatível com a custódia ou que o sistema prisional esteja deixando de prestar a assistência determinada. Ao contrário, a decisão de origem ordenou comunicação urgente da condição de saúde da paciente e o encaminhamento do relatório psicossocial aos órgãos responsáveis”, diz o desembargador no documento.
Quem é a Menina do Ministério Etrom
- Lusimar nasceu em Montes Claros de Goiás e tem como familiar apenas um irmão mais velho.
- O Metrópoles investigou a vida da mulher em 2025 e descobriu que ela passou a infância na igreja, sendo criada pelos avós após perder os pais.
- Na época, um parente de Lusimar chegou a afirmar que parentes tentaram internação para a mulher, com intenção de ajudá-la. “A gente não tem mais forças”, disse a pessoa.
- Lusimar fugiu de um hospital psiquiátrico e foi dada como desaparecida pela avó.
- Tempos depois, fundou um blog intitulado Neutro, no qual falava sobre política de forma desconexa. A partir daí, começou a viralizar nas redes sociais e conquistar seguidores com seus textos desconexos.
- A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) informou à reportagem, na ocasião, que havia uma série de boletins de ocorrência contra ela.
- Em novembro de 2025, ela disparou ofensas racistas contra um segurança de um hotel em São Paulo e foi denunciada pelo Ministério Público por racismo.
O desembargador também pede “realização de exame médico pericial para avaliar sua sanidade mental e definir sua condição jurídica de imputável, inimputável ou semi-imputável”.
Em contato com o Metrópoles, a defesa de Lusimar afirma: “[A decisão] Deu espaço para pedirmos o incidente de insanidade mental, que estamos preparando.”
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesPrisão da Menina do Ministério Etrom
Lusimar foi presa na última quinta-feira (13/8) após proferir ofensas racistas contra funcionários de um hotel na Asa Norte, em Brasília. A mulher de 55 anos virou figurinha carimbada nas redes sociais pelo seu jeito excêntrico.
Segundo testemunhas, ela teria gravado vídeo no qual ofende racialmente os profissionais do estabelecimento e, em seguida, publicado as imagens nas redes sociais. Ela foi presa nessa quinta-feira (13/8).
Ainda de acordo com testemunhas, não teria sido a primeira vez que a mulher ofendeu os funcionários do hotel. No dia anterior, ela também teria gravado vídeos durante situação semelhante.
A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) conduziu Lusimar e os demais envolvidos à 5ª Delegacia de Polícia (Área Central), onde foram tomadas as providências cabíveis.
Prisão mantida
No último dia 14, o TJDFT manteve a prisão de Lusimar após audiência de custódia. Ela “se comportou de maneira respeitosa, cooperativa e se expressou com clareza” e afirmou que não tem diagnóstico de transtornos mentais.
Uma pessoa próxima à detida, no entanto, afirmou às autoridades que ela apresenta diagnóstico de esquizofrenia, mas que não aceita que tem a doença ou que precisa de tratamento.










