Fórum de Segurança Pública rebate declaração de Cazarré sobre violência

Fórum Brasileiro de Segurança Segurança Pública fez post desmentindo informações dadas por Juliano Cazarré em entrevista

atualizado

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Juliano Cazarré em foto colorida - Metrópoles
1 de 1 Juliano Cazarré em foto colorida - Metrópoles - Foto: Reprodução

O Fórum Brasileiro de Segurança Pública desmentiu falas do ator Juliano Cazarré sobre violência no Brasil. Em uma publicação nas redes sociais com dados criminais e gênero, a entidade rebateu declarações dadas pelo ator durante um debate na Globo News, onde ele afirmou que mulheres matam mais homens do que o contrário.

Segundo o Fórum, homens são os principais autores de crimes letais no país. A informação tem base em uma análise inédita dos microdados de Boletins de Ocorrência de 2024, reunidos para o 19º Anuário Brasileiro de Segurança Pública.

A entidade afirma que os dados se referem à autoria identificada no momento do registro do BO. Nesse recorte, a autoria atribuída a mulheres chega a cerca de 5% dos casos, independentemente do gênero da vítima. O Fórum diz que esse cenário mostra por que é incorreto afirmar que mulheres matam mais homens do que o contrário.

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Juliano Cazarré causou polêmica com debate na GloboNews
Ele falou sobre violência contra a mulher, masculinidade tóxico e o seu encontro para homens, chamado O Farol e a Forja
Juliano Cazarré
Juliano Cazarré
Juliano Cazarré tem seis filhos
Juliano Cazarré indicou livros aos seguidores. Confira!
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Juliano Cazarré indicou livros aos seguidores. Confira!

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Juliano Cazarré causou polêmica com debate na GloboNews
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Juliano Cazarré causou polêmica com debate na GloboNews

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Ele falou sobre violência contra a mulher, masculinidade tóxico e o seu encontro para homens, chamado O Farol e a Forja
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Ele falou sobre violência contra a mulher, masculinidade tóxico e o seu encontro para homens, chamado O Farol e a Forja

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O texto reforça também que os registros analisados consideram apenas casos com informação de autoria preenchida.

“Os dados analisados levam em conta apenas os registros válidos, ou seja, aqueles em que a informação sobre a autoria está preenchida. Ainda assim, trazem um padrão preocupante: quando analisamos a violência letal no Brasil, estamos falando de homens matando homens e de homens matando mulheres”, diz um trecho da publicação. (Veja os dados na íntegra).

Entenda a polêmica

A polêmica começou após Cazarré comentar temas como violência contra a mulher e masculinidade tóxica durante participação em debate na GloboNews. Na ocasião, ele comentava sobre o curso criado por ele voltado ao público masculino, chamado O Farol e a Forja.

“Essa onda de violência no Brasil não é só contra a mulher. O Brasil é um país violento contra homens, contra negros, contra brancos, contra crianças, contra idosos. É um dos países que mais mata no mundo”, acrescentando ainda que o país “mata muito homem”.

Ele continuou: “Inclusive, mais mulheres mataram homens do que homens mataram mulheres. Tem 2.500 assassinatos de homens cometidos por mulheres, no período em que nós tivemos 1.500 mulheres assassinadas por homens. Então existe também essa outra violência”.

As falas foram contestadas ao vivo pela psicanalista Vera Iaconelli, que classificou os números como “curiosos”, e pelo consultor em equidade de gênero Ismael dos Anjos, que destacou a diferença entre homicídios e feminicídios.

Em outro momento, Cazarré voltou a defender a ideia de que haveria mais mulheres matando homens do que o contrário, usando dados que foram questionados por especialistas. As informações passaram a circular nas redes e foram associadas a um vídeo viral com números já contestados por instituições de pesquisa.

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