Cazarré diz que curso fará homens fortes e que feministas “lucram com divisão”
Nova live sobre “curso para homens” de Juliano Cazarré gerou mais polêmicas nas redes sociais nessa segunda-feira (27/4)
atualizado
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Juliano Cazarré usou o Instagram novamente na noite dessa segunda-feira (27/4) para falar sobre O Farol e a Forja, o “curso para homens” que está promovendo. E, mais uma vez, as falas do ator geraram polêmicas entre os seguidores.
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Durante o vídeo ao vivo, o ator rebateu críticas que vem recebendo sobre o projeto. Ele pontuou que as pessoas têm considerado o evento dele machista e que “os progressistas, essa turma toda, as feministas, estão o tempo inteiro reclamando de violência masculina, ausência paterna, estupro”, mas ressaltou que os grupos têm direito a reclamar sobre essas questões.
“Tudo isso é muito ruim. Aí quando eu crio um evento pra gente ter homens melhores, homens fortes – porque quem bate mulher não é um homem forte, é um homem fraco –, quando eu crio um evento para a gente ter pais presentes, pais que cuidem dos filhos e maridos atenciosos com as suas esposas, eles ficam loucos e dão um xilique. O que isso indica? Que eles não querem resolver a situação. Eles lucram com essa divisão”, afirmou.
Cazarré relatou que, toda vez que fala, por exemplo, que as crianças precisam de pais, é cancelado porque acham que ele está desvalorizando a mãe solo. “Já falei que mulheres que criam os filhos sozinhas são heroínas. Mas não é o ideal”, explicou. Ele disse ainda que “meninos que crescem sem pai são ruins para as mulheres que vão se relacionar com eles, porque eles não tiveram referência”.
Religioso, o artista agradeceu às críticas feitas ao curso e falou que isso aconteceu “graças a Deus” e que vê “o bom humor de Deus em tudo”. Além disso, ressaltou que o curso dele não é para ensinar homens a serem homens e que não é possível fazer isso. Para Cazarré, a sociedade está doente por causa de uma crise silenciosa dos homens.
“A gente vê crianças crescendo sem pai, homens deprimidos sem saber o porquê, homens e mulheres viciados em pornografia, masturbação e em álcool, trabalho compulsivo… O cara não quer voltar para casa, quer só trabalhar, trabalhar, trabalhar e ganhar dinheiro, não tem vida pessoal, não tem vida interior. (…) E a consequência disso tudo, o quê que é? Famílias destruídas. Filhos que não têm referência nenhuma. Mulheres sobrecarregadas. Uma sociedade completamente adoecida, porque, se a família está doente, a sociedade está doente. Se a gente tem um número gigante de homens que abandonam as mulheres, a gente vai ter um número gigante de famílias disfuncionais”, afirmou.
Cazarré rejeita o termo “red pill”
Juliano Cazarré também levantou dados sobre prisões, afirmando que 80% dos homens que estão na cadeia não tiveram pai. Ele criticou as “saidinhas” e quem as defende: “A gente vê caras saindo da cadeia com 50 prisões, cara que estuprou e matou e é solto na saidinha de Natal. E essa galera [que está detonando O Farol e a Forja] aplaude. Eles não querem prisão perpétua para estuprador, não. E eu é que sou o malvado”.
O ator também não aceitou ser chamado de “red pill” e criticou o movimento dos homens que afirmam ter “acordado” para uma suposta realidade social que favorece as mulheres e os oprime. “Não tem nada a ver com red pill. Eu não sou red pill, eu estou casado com uma mulher que eu amo. Eu tenho seis filhos com ela, estamos casados. Eu amo, respeito e admiro a minha mulher e eu acredito no casamento. Vocês são burros e não sabem o que é red pill e ficam repetindo essa merda (…) Eu acho o red pill tão ruim quanto essa galera que vem me xingar.”













