Ex-BBB Marcos Harter acusa médico de perseguição após punição do CFM
Diário Oficial da União publica decisão que reconhece infrações ao Código de Ética Médica por Marcos Harter
atualizado
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O médico e ex-BBB Marcos Harter se pronunciou sobre uma punição aplicada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (21/5). O cirurgião plástico afirma ser alvo de perseguição profissional e pessoal por parte do relator do caso, o Dr. Magno Cezar.
Segundo o CFM, Harter infringiu os artigos 1º, 23 e 32 do Código de Ética Médica de 2018. As normas citadas proíbem condutas relacionadas à negligência, imprudência ou imperícia no atendimento médico, além da adoção de tratamentos sem respeito à dignidade humana e do uso de métodos não cientificamente reconhecidos em benefício do paciente.
O processo teve origem no Conselho Regional de Medicina do Estado de Mato Grosso (CRM-MT). O documento publicado no Diário Oficial, no entanto, não detalha quais situações motivaram a condenação ética.
Em manifestação enviada ao Metrópoles por meio da equipe jurídica, o ex-BBB afirma que Magno Cezar, corregedor do CRM-MT, conduziu o caso de forma parcial, em um contexto de “perseguição profissional e pessoal”. Ele também alega haver um histórico de “animosidade” entre os dois, que atuam na área da cirurgia plástica.
“É público e notório que ambos atuam no mesmo segmento profissional da cirurgia plástica, inclusive com modelos de atuação semelhantes, circunstância que, somada à histórica animosidade pessoal existente entre as partes, compromete a necessária imparcialidade que se espera de qualquer procedimento ético-disciplinar”, diz a nota.
O médico afirma ainda que pretende comprovar, por meios legais, a “forma individualizada como o procedimento foi conduzido”. Na manifestação, ele reforça o respeito à atuação dos Conselhos Federal e Regionais de Medicina, mas sustenta que a conduta de Magno Cezar apresenta “circunstâncias concretas que evidenciam possível conflito de interesses e ausência da indispensável imparcialidade”.
Marcos Harter também alega que a paciente que apresentou a denúncia não compareceu aos depoimentos solicitados pelos conselhos. “Por fim, o médico reafirma a confiança nas instituições brasileiras, no devido processo legal, no direito ao contraditório e à ampla defesa”, conclui a nota.
A censura pública em publicação oficial é uma sanção prevista nas normas que regulamentam o exercício da medicina no Brasil. Nesse caso, o conselho profissional aplica uma condenação ética formal, tornada pública e registrada no histórico do médico, mas a penalidade não impede, automaticamente, o exercício da profissão.
Marcos Harter ganhou projeção nacional em 2017, durante a participação no BBB 17. Na ocasião, ele foi expulso do programa após acusações de agressão contra Emilly Araújo, vencedora da edição. O caso também resultou em denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro por lesão corporal.
O que diz médico acusado de perseguição
Procurado para comentar as alegações, o Dr. Magno Cezar afirmou que não reconhece as acusações feitas pelo ex-BBB. “Meu compromisso sempre foi pautado pela ética profissional, integridade e respeito às normas vigentes no exercício da medicina. Não reconheço as acusações de parcialidade, perseguição ou conflito de interesses, que não refletem em nada minha conduta”, destacou.
Além disso, garantiu estar aberto ao diálogo e à dar qualquer explicação necessária. Segundo Cezar, o objetivo principal dele é que “a verdade prevaleça”.













