Disputa de Ludmilla e Marcão do Povo por fala racista volta à Justiça

STF irá analisar o caso; em 2017, Marcão do Povo, então apresentador da Record, chamou a cantora Ludmilla de “macaca pobre”

atualizado

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Ludmilla e Marcão do Povo, montagem
1 de 1 Ludmilla e Marcão do Povo, montagem - Foto: Reprodução/Redes sociais

A disputa entre Ludmilla e Marcão do Povo irá voltar à Justiça após o apresentador ser absolvido das acusações de racismo contra a cantora. Agora, o caso chega ao Supremo Tribunal Federal (STF), de acordo com a assessoria da artista.

A suprema corte irá analisar um pedido do Instituto de Defesa dos Direitos das Religiões Afro-Brasileiras (IDAFRO) para que seja suspensa a decisão que absolveu o então apresentador da Record, que se referiu à cantora como “macaca pobre” durante uma transmissão do Balanço Geral DF em 2017.

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Ludmilla e Marcão do Povo. montagem
Ludmilla rebateu Marcão do Povo
Ludmilla.
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Marcão do Povo.
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Disputa entre Ludmilla e Marcão do Povo volta à Justiça

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A entidade critica o entendimento da Justiça que reconheceu a ofensa, mas considerou o episódio de menor relevância, resultando na absolvição de Marcão, hoje à frente do Primeiro Impacto, do SBT.

O caso voltou a ganhar repercussão após Ludmilla se manifestar contra a decisão da Justiça nas redes sociais. A cantora também compartilhou o repúdio contra a atual contratante do comunicador, revelando que recusou uma homenagem da emissora.

“Eu não posso aceitar uma homenagem enquanto essa mesma emissora segue dando voz, segue dando espaço, respaldo e pessoas convenientes com a atitude racista, entendeu? Isso para mim é incoerente e inaceitável”, revelou ela nas redes sociais.

O que diz Marcão do Povo

Desde que Ludmilla voltou a se pronunciar sobre o caso, no final de dezembro de 2025, a defesa de Marcão do Povo tomou providências para reagir às publicações da cantora. Uma das medidas, por exemplo, foi também apresentar um pedido ao STF.

Em um dos vídeos, a artista classifica a absolvição do apresentador como “uma manobra para se livrar das consequências” e afirma que o apresentador não foi inocentado da ofensa racista.

Para a defesa, a cantora estaria transferindo o julgamento para as redes sociais após a derrota nos tribunais. “O processo durou quase 10 anos. Se ela não conseguiu um bom advogado, a culpa não é nossa”, disparou Rannieri Lopes, advogado de Marcão do Povo, em entrevista ao Metrópoles.

“Não existe manobra jurídica. Marcão está sendo condenado agora pela boca da Ludmilla, mas já foi absolvido pelo STJ. Então ela também vai responder pelo vídeo que ela publicou, difamando e caluniando [o apresentador]”, acrescenta.

Nos últimos dois meses, a defesa apresentou uma notícia-crime contra Ludmilla após as publicações nas redes sociais. Também foi enviado um pedido ao STF para que a ministra Anielle Franco se explique após o Ministério da Igualdade Racial (MIR), pasta a qual é responsável no governo federal, publicar uma nota em apoio à artista.

Na publicação, o órgão “repudiou e manifestou solidariedade à cantora Ludmilla, diante do episódio de racismo sofrido por ela durante um programa de televisão”.

“Nós movemos essa ação para que a ministra se explique em juízo sobre essa fala”, explica o advogado. “Porque Marcão foi absolvido de qualquer prática ou crime de racismo contra Ludmilla em 1ª instância e pelo STJ”, completa.

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