Veja cinco dicas para vender seu carro sem preocupações

Dá mais trabalho cuidar da comercialização do seu veículo, mas é um caminho para valorizar mais o usado

Rafaela Felicciano/MetrópolesRafaela Felicciano/Metrópoles

atualizado 13/02/2020 22:08

Ao comprar um carro, o futuro proprietário deve ter a consciência de que a aquisição não é um investimento. O automóvel significa necessidade ou realização. Entretanto, não é por isso que você vai perder dinheiro na hora de vender o veículo.

Basicamente, existem três formas de se passar o bem para frente. Uma delas é colocar o carro no negócio para comprar um zero quilômetro. No geral, as concessionárias abaixam muito o valor do usado, mas é um jeito de se livrar de dores de cabeça da burocracia e agilizar a venda.

Também é possível colocar o veículo nas mãos de uma revendedora. Mais uma vez, a preocupação e a espera com um cliente é terceirizado.

Por fim, você mesmo pode cuidar da comercialização. É a forma em que se perde menos dinheiro, entretanto, a paciência e o trabalho se tornam muito maiores. Existem dicas, porém, para facilitar essa mão de obra e valorizar o produto. Confira.

Mantenha a história

Guarde tudo sobre o veículo, desde a nota fiscal de compra, passando pelo histórico de revisões e consertos muito grandes que foram feitos. Isso dá uma segurança maior para quem vai comprar e mostra o cuidado que o proprietário teve. E não se esqueça de entregar também a chave reserva.

Faça uma revisão

Existem empresas que oferecem o serviço de perícia automotiva. Um documento desse é uma cartada e tanto para mostrar o bom estado do veículo. Entretanto, o mais importante é passar o bem para frente com uma revisão feita. Principalmente para itens básicos — e essenciais —, como lubrificantes, freios, balanceamento, alinhamento e amortecedores. Peça para o mecânico dar um jeito também em algum barulhinho incômodo: a lubrificação ou a troca de uma borracha podem ser o suficiente.

Cuide do visual

O automóvel pode estar funcionando muito bem, mas o cartão de visitas é o visual do carro. Por dentro, a higienização é fundamental. Se tiver estofamento em couro, faça uma boa restauração. Mas também veja se há alguma peça quebrada, uma tampa fora do lugar. Por fora, não basta somente uma lavagem geral. É bom dar uma olhada, por exemplo, nos faróis: um polimento pode ser o suficiente para dar um brilho especial. E invista em tratar de amassados mais visíveis. Um aviso: não lave o motor. Apesar de dar um aspecto de limpo, pode ser prejudicial ao veículo.

Tabela Fipe e anúncio

O primeiro parâmetro a ser visto na hora de ter ideia do preço é a tabela Fipe. Ela não é indiscutível, mas traz os valores médios de todos os veículos e dá uma noção bem próxima da realidade. A partir daí, o vendedor começa a pensar no anúncio. Porque é importante que o preço esteja exposto: isso chama atenção e facilita para o comprador. É bom deixar uma margem para negociação, mas não coloque as cifras muito acima do mercado.

No anúncio, coloque os opcionais — de fábrica e instalados por você. Informe quilometragem, combustível, cor e modelo detalhado. Atualmente, publicar em sites tem muitas vantagens. A maior delas: fotos. No geral, imagens fazem anúncios ter duas vezes mais visitas. Faça os registros em locais iluminados. O ideal é ter de três a seis fotos, com a parte da frente, de trás, lateral, painel em um ângulo bem aberto, motor e pneus. Uma boa opção é levar o automóvel a feirões de usados, para que os interessados possam ver ao vivo e a cores.

Hora de encontrar o comprador

Fez o anúncio em sites? Não marque o encontro na sua casa. Pode ser perigoso. O melhor é mostrar o carro em locais movimentados, públicos e descobertos. Se for possível, vá acompanhado.

Importante não esquecer de preencher o CRV com os dados do comprador e reconhecer a assinatura o mais rápido possível. Se quiser uma segurança maior, faça duas cópias: uma para você e outra que será enviada ao Detran. Isso comprova a transferência e diminui a dor de cabeça se uma futura multa aparecer. Por fim, nunca receba dinheiro vivo ou cheque. O valor é muito alto para correr riscos. Transações bancárias são mais seguras e evitam surpresas.

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