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Brasil

Zema diz que operação contra Bolsonaro devia mirar esposa de Moraes

Pré-candidato ao Planalto disse que operação da PF contra ex-presidente é "suspeita" e deveria ser conta Viviane Barci de Moraes

08/07/2026 15:30, atualizado 08/07/2026 15:31
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BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Romeu Zema - Metrópoles

O pré-candidato à Presidência e ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), disse nesta quarta-feira (8/7) que a operação da Polícia Federal (PF) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deveria ter sido contra Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Zema classificou a ação da PF como “suspeita”.

“Avalio como uma operação extremamente suspeita. Acho que um juiz que se indispõe com uma pessoa tem uma suspeição para julgar. E vejo que ele deveria, na minha opinião, ele deveria ter aprovado uma invasão na casa da advogada que fez um contrato de R$ 129 milhões. Será que ele aprovou essa operação? Essa operação que está causando vergonha ao Brasil”, declarou à jornalistas após participar de encontro na Frente Parlamentar do Ambiente de Negócios.

O contrato ao qual o ex-governador de Minas se refere é de Viviane Barci com o Banco Master, de Daniel Vorcaro. O banqueiro está preso desde março no âmbito da investigação de fraude no sistema financeiro.

Zema disse que existem “ministros do STF” mais preocupados em ficar milionários do que com os interesses dos brasileiros.

“O STF tem gente lá que ao invés de olhar para os interesses do Brasil, está preocupado em filar milionário. Será que esse ele vai aprovar [operação contra Viviane Barci]? Essa o brasileiro vai aplaudir”, argumentou o pré-candidato.

Busca e apreensão contra Bolsonaro

A Polícia Federal cumpriu, nesta quarta-feira, nova operação de busca e apreensão na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro por ordem de Moraes.

O mandado assinado pelo ministro buscava armas, munições, acessórios e documentos de registros de armamentos. A operação durou cerca de 1 hora e não encontrou armas, segundo relatório da própria PF.

A ação ocorre após o ministro do STF manter a prisão domiciliar de Bolsonaro, mas determinar que todas as armas em nome dele fossem entregues à PF.