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Em aditamento à denúncia contra o “Quadrilhão do MDB” no Congresso, a Procuradoria da República no Distrito Federal atribui ao empresário e advogado José Yunes e ao coronel João Baptista Lima Filho o papel de arrecadadores do ‘”líder da organização criminosa, Michel Temer”.

Yunes e o coronel são velhos amigos do presidente. Temer é citado como “líder da organização criminosa” do MDB em pelo menos três oportunidades no aditamento à denúncia contra os supostos integrantes do “Quadrilhão”.

No documento, foram incluídos o operador financeiro Lúcio Funaro, os amigos de Temer e os testas de ferro do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (MDB-RJ), Altair Pinto e Sidney Szabo. Todos são acusados de organização criminosa.

Yunes é apontado por suposto recebimento de propina, “de forma dissimulada, como doações ao partido ou mesmo via caixa 2, para posterior distribuição aos demais membros da organização criminosa”.

“Destaque-se sua estreita relação com o líder da organização criminosa, Michel Temer, como mencionado na denúncia.” A Procuradoria diz que Coronel Lima “faz a gestão do recebimento de recursos e doações de campanha para Temer há décadas e corroboram tudo o quanto exposto acerca das condutas mais recentes no âmbito da organização criminosa”.

A defesa de Temer
O presidente se manifestou por meio de sua assessoria de imprensa: “Todas as atribuições do coronel João Batista Lima Sobrinho em campanhas do presidente Michel Temer sempre foram pautadas pela legalidade, lisura e correção. Michel Temer foi presidente de partido político, obediente as leis e regras da legislação brasileira”.

O que diz o advogado de Yunes?
Em nota, o advogado José Luis Oliveira Lima disse que a denúncia apresentada contra José Yunes “não encontra respaldo em prova alguma”. “Oportuno salientar que, inicialmente, o Ministério Público Federal arrolou José Yunes como testemunha de acusação e, sem qualquer fato novo, ou justificativa, aditou a inicial.”

“Advogado com mais de 50 anos de atuação, Yunes jamais recebeu qualquer valor ilícito da Odebrecht ou de outra empresa.”

 

 

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