Wolney Queiroz nega ter problemas pessoais com ex-presidente do INSS

Um dos motivos apontados para desligamento de Gilberto Waller do INSS foram conflitos internos com o ministro da Previdência

atualizado

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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, durante depoimento no Senado sobre o escândalo do INSS - Metrópoles 10
1 de 1 Ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, durante depoimento no Senado sobre o escândalo do INSS - Metrópoles 10 - Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz (PDT-PE), afirmou, nesta quarta-feira (20/5), que nunca teve “nenhum problema pessoal” com o ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) Gilberto Waller. Após 11 meses à frente do órgão, Waller foi demitido em 13 de abril, e um dos motivos apontados para o desligamento foram conflitos internos com o ministro.

“O ex-presidente Gilberto Waller cumpriu um papel importante naquele início. Ele foi chamado no auge da crise da Operação Sem Desconto, precisava ter alguém ali com aquele perfil de corregedor”, declarou Wolney em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

“Ele foi corregedor durante a carreira dele inteira, é um técnico da corregedoria. E ele ficou ali um ano na previdência organizando, no INSS, os procedimentos, fez um trabalho elogiável. Eu nunca tive nenhum problema pessoal, nem com ele, nem com ninguém”, completou.

Waller foi nomeado pelo presidente Lula para o INSS em abril de 2025, em substituição a Alessandro Stefanutto, demitido em meio às repercussões do escândalo, revelado pelo Metrópoles, dos descontos indevidos na remuneração de aposentados e pensionistas do INSS.

De acordo com o chefe da Previdência, o INSS precisava “dar um passo à frente”, com a nomeação de uma servidora de carreira para o comando do órgão. A escolhida foi Ana Cristina Viana Silveira.

“Por mais que o Gilberto tenha o conhecimento técnico dele como funcionário público, mas era um conhecimento correcional, na área de corregedoria. Mas para conhecer os meandros, a intimidade, o íntimo da carreira do INSS, tem que ser alguém que viesse, fosse egresso, dessa carreira, que é o caso da doutora Ana”, pontuou Wolney.

O ministro afirmou ainda que nunca fez críticas públicas ao ex-presidente do INSS.

“Então não teve nenhum problema pessoal. Eu nunca fiz nenhuma crítica a Gilberto Waller de forma pública, normalmente a gente fazia esses debates de metodologia internamente com ele, mas não houve maiores problemas. Ele cumpriu a tarefa que lhe foi entregue no primeiro ano, e agora chegou o momento de a gente dar um passo à frente”, disse.

Entrave

A fila para análise de benefícios no INSS foi um dos entraves da gestão de Waller: o número de pedidos atingiu recorde histórico no início de 2026, superando 3,1 milhões em fevereiro.

Nos bastidores, porém, a relação entre os dois é apontada como o principal fator para a demissão. O próprio Waller, em entrevista, afirmou que o desligamento foi motivado pela desavença com o ministro. Segundo ele, ambos nunca chegaram a um entendimento em comum.

Como revelou o Metrópoles, na coluna de Tácio Lorran, em novembro de 2025, a pasta realizou um evento para servidores com a presença de Wolney, mas Gilberto Waller foi preterido. Segundo interlocutores, o então presidente do INSS sequer foi convidado. Antes disso, Wolney Queiroz aproveitou as férias de Waller para promover mudanças no órgão.

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