Vorcaro tinha “cartão liberado” para pagar despesas pessoais de Ciro. Veja vídeo
Senador Ciro Nogueira foi alvo de busca e apreensão da PF em nova fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta-feira (7/5)
atualizado
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Investigadores da Polícia Federal (PF) apontam que o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, disponibilizava um cartão de crédito para pagamento de despesas pessoais do senador Ciro Nogueira (PP). O parlamentar foi alvo de busca e apreensão em nova fase da operação Compliance Zero, deflagrada pela PF nesta quinta-feira (7/5). Veja:
No documento, ao qual o Metrópoles teve acesso, a PF aponta que Ciro tinha diversas despesas pagas pelo dono do Banco Master, incluindo diárias em hotel de alto padrão, gastos em viagens internacionais e até despesas em restaurantes.
Em alguns trechos, a PF destaca o uso de um cartão de crédito, pago por Vorcaro, usado para bancar despesas do senador.
Há ainda uma referência ao cartão em conversas no celular de Daniel Vorcaro interceptadas pela Polícia Federal. Os diálogos são com Léo Serrano, apontado como a pessoa responsável por intermediar as operações.
- Léo Serrano: Só uma pergunta rápida… eh pros meninos continuarem pagando conta dos restaurantes do Ciro/Flávia até
sábado? - Daniel Vorcaro: Sim. Depois leva meu cartão para St. Barths.
Ainda segundo a PF, Ciro recebia repasses mensais de Vorcaro, em valores que chegaram a R$ 500 mil por mês. De acordo com a investigação, as vantagens financeiras obtidas pelo senador ocorriam como uma espécie de “troca” para atuação parlamentar do senador em benefício do banqueiro.
Daniel Vorcaro está preso preventivamente desde 4 de março. A prisão ocorreu no âmbito da terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga a venda de carteiras de créditos fraudulentas ao Banco de Brasília (BRB).
Em nota, a defesa do senador Ciro Nogueira informou que “repudia qualquer ilação de ilicitude sobre suas condutas, especialmente em sua atuação parlamentar“.
“Reitera o comprometimento do senador em contribuir com a Justiça a fim de esclarecer que não teve qualquer participação em atividades ilícitas e nos fatos investigados, colocando-se à disposição para esclarecimentos”, destacou em nota.
Os advogados ponderam, ainda, que “medidas investigativas graves e invasivas tomadas com base em mera troca de mensagens, sobretudo por terceiros, podem se mostrar precipitadas e merecem a devida reflexão e controle severo de legalidade, tema que deverá ser enfrentado tecnicamente pelas Cortes Superiores muito em breve, assim como ocorreu com o uso indiscriminado de delações premiadas”.






















