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Eleição 2026

Vice de Zema se filia no PSD e dificulta palanque de Lula em MG

Mateus Simões deixou o Novo e se filiou ao mesmo partido do senador Rodrigo Pacheco, aposta do presidente para ser o candidato ao governo

atualizado

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Jonas Pereira/Agência Senado
Vice-governador de MG, Mateus Simões
1 de 1 Vice-governador de MG, Mateus Simões - Foto: Jonas Pereira/Agência Senado

O PSD oficializou na segunda-feira (28/10) a filiação do vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões. O político deixou o Novo, sigla do governador do estado, Romeu Zema, com o objetivo de viabilizar a candidatura ao comando de Minas em 2026. O movimento dificulta o palanque pensado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que quer o senador Rodrigo Pacheco, também do PSD, como candidato ao governo estadual.

Pacheco não participou da cerimônia de filiação. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), também ficou de fora. Silveira estava na Malásia, onde acompanhou agendas de Lula.

A jornalistas, o presidente do PSD de Minas, Cássio Soares, disse que o objetivo de Pacheco é ser indicado como ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) na vaga deixada por Luís Roberto Barroso. Lula ainda não oficializou a indicação para a Corte, mas o favorito é o Advogado-Geral da União (AGU), Jorge Messias.

“Durante os últimos tempos, ele [Pacheco] tem focado na sua intenção de integrar o STF, sabedor que merece uma indicação do presidente da República. E nós aqui já estamos definidos que o PSD caminhará junto do Matheus Simões, nosso próximo governador, nosso candidato”, disse Soares.

O vice-governador de Minas também minimizou um possível prejuízo a candidatura por uma ala do PSD estar no governo Lula.

“O PSD é um partido, como eu disse aqui na minha fala, um partido de equilíbrio. Em Minas Gerais, a bancada estadual e federal caminham conosco já há muito tempo. Então, o fato da gente ter um ministro de estado filiado ao PSD, a mesma questão do senador Rodrigo Pacheco, não muda o alinhamento que nós temos com todos os parlamentares”, argumentou Simões.

A pré-candidatura do vice-governador mineiro já tem o apoio do PSD, Novo, Progressistas (PP), União Brasil, Podemos, Solidariedade, PRD, Democracia Cristã (DC) e Mobiliza.

Minas Gerais é o segundo maior colégio eleitoral do país e ter um palanque forte no estado ajuda os candidatos à presidência da República, por isso a preocupação do governo federal em buscar um nome competitivo na disputa.

Minas é considerado um estado-chave para a disputa ao comando do Brasil. Os últimos candidatos ao Planalto que ganharam em Minas foram eleitos presidente.

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