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Wolney diz que CPMI do INSS é “pirotecnia”, e Viana rebate

Ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz afirmou que a CPMI do INSS não passa de “pirotecnia da oposição”

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FOTO: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiaFoto
Imagem colorida mostra o senador Carlos Viana na CPMI do INSS - Metrópoles
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O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Carlos Viana (Podemos-MG), rebateu, nesta quinta-feira (23/10), o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz. Em entrevista a uma rádio mineira, o ministro do governo Lula afirmou que a CPMI é “pirotecnia da oposição”.

O comentário veio à tona na CPMI após fala do vice-líder do governo na Câmara dos Deputados, Rogério Correia (PT-MG), sobre medida provisória do presidente Lula (PT) para agilizar o ressarcimento a aposentados e pensionistas lesados pelas fraudes no INSS.

“Fico feliz com duas notícias que Vossa Excelência trouxe: a primeira é a preocupação em agilizar os trabalhos, que é um desejo de todos nós, mas que não é compartilhado pelo ministro da Previdência do governo que Vossa Excelência representa. O ministro deu hoje uma entrevista à principal rádio de Minas Gerais dizendo que estamos fazendo pirotecnia e que essa CPMI não vai dar em nada. Então, Vossa Excelência me traz uma visão diferente do que o governo pensa dessa CPMI”, disse Viana.

Veja o momento:

 

O presidente da comissão completou mandando recado a Queiroz: “Esse ministro deveria entender que, se estão pagando as pessoas com dinheiro do contribuinte — nosso dinheiro —, é porque essa CPMI começou a jogar luz sobre esse esgoto da ladroagem na Previdência brasileira […] Ao contrário do mal-informado ministro da Previdência do governo Lula, essa CPMI já fez muito pelo Brasil”.

Na fala de Wolney que causou revolta em Viana, o ministro questiona a seriedade da CPMI: “Abrem os trabalhos, e o que vemos é uma pirotecnia de alguns membros da CPI, principalmente os da oposição. Aqueles que deveriam comandar a CPI com isenção não o fazem. Procuram fazer um palco, um teatro, para conseguir votos e angariar likes. Lamento que ela não tenha sido mais útil para os aposentados, que aguardavam um desfecho melhor”.

A fala do ministro movimentou a CPMI nesta manhã. Vários parlamentares atacaram o governo e repudiaram as declarações de Wolney.

Wolney responde

Em nota, que foi lida pelo deputado Paulo Pimenta (PT) durante a sessão, o ministro disse que se referia a “uma pequena minoria, e não à CPMI como um todo”.

“Assim, apresento minhas desculpas ao presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), estendendo o pedido a todos os parlamentares que realizam um trabalho sério de investigação. Ressalto que sou egresso do Legislativo, onde construí toda minha carreira política, e por isso mesmo devoto inestimável respeito às Casas e seus membros. Reitero que o Ministério da Previdência Social e este ministro são parceiros das investigações”.

Farra do INSS

O escândalo do INSS foi revelado pelo Metrópoles em uma série de reportagens publicadas a partir de dezembro de 2023. Três meses depois, o portal mostrou que a arrecadação das entidades com descontos de mensalidade de aposentados havia disparado, chegando a R$ 2 bilhões em um ano, enquanto as associações respondiam a milhares de processos por fraude nas filiações de segurados.

As reportagens do Metrópoles levaram à abertura de inquérito pela Polícia Federal (PF) e abasteceram as apurações da Controladoria-Geral da União (CGU). Ao todo, 38 matérias do portal foram listadas pela PF na representação que deu origem à Operação Sem Desconto, deflagrada no dia 23/4 e que culminou nas demissões do presidente do INSS e do então ministro da Previdência, Carlos Lupi.

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