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CPMI ouve ex-procurador do INSS

Virgílio de Oliveira Filho e a esposa, Thaisa Jonasson, são alvos da Operação Sem Desconto, que apura desvios em descontos de aposentados

atualizado

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Andressa Anholete/Agência Senado
CPMI – INSS – Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS
1 de 1 CPMI – INSS – Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS - Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ouve, nesta quinta-feira (23/10), o ex-procurador-geral do órgão Virgílio de Oliveira Filho e sua esposa, a empresária Thaisa Hoffmann Jonasson. Ambos são alvos da Polícia Federal na Operação Sem Desconto, que investiga um esquema bilionário de descontos indevidos em benefícios de aposentados, revelado pelo Metrópoles.

Virgílio de Oliveira Filho começou a prestar depoimento por volta das 18h. O ex-procurador recebeu habeas corpus, proferido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Kassio Nunes Marques, e poderá ficar em silêncio durante os questionamentos feitos pelo colegiado.

Investigações da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União (CGU)  apontam enriquecimento ilícito e incompatível com os rendimentos de Virgílio como servidor público. Ex-procurador-geral, ele foi afastado do cargo em abril deste ano, por determinação da Justiça Federal, após a PF deflagrar operação sobre o esquema de desvios na Previdência.

Antes do depoimento de Virgílio, a esposa dele, Thaisa, foi ouvida pela CPMI. Por orientação de sua advogada, não respondeu os questionamentos do relator, Alfredo Gaspar (União-AL) e de outros parlamentares. Uma das perguntas que evitou responder foi sobre uma transferência que teria recebido de uma das empresas ligadas a Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “careca do INSS” e apontado como lobista do esquema.


O escândalo do INSS foi revelado pelo Metrópoles em uma série de reportagens publicadas a partir de dezembro de 2023. Três meses depois, o portal mostrou que a arrecadação das entidades com descontos de mensalidade de aposentados havia disparado, chegando a R$ 2 bilhões em um ano, enquanto as associações respondiam a milhares de processos por fraude nas filiações de segurados.

As reportagens do Metrópoles levaram à abertura de inquérito pela Polícia Federal (PF) e abasteceram as apurações da Controladoria-Geral da União (CGU). Ao todo, 38 matérias do portal foram listadas pela PF na representação que deu origem à Operação Sem Desconto, deflagrada no dia 23 de abril deste ano e que culminou nas demissões do presidente do INSS e do então ministro da Previdência, Carlos Lupi.


A PF afirma que Virgílio recebeu cerca de R$ 11,9 milhões de empresas relacionadas às entidades associativas investigadas por descontos irregulares na folha de pagamentos de aposentados e pensionistas.

Desse montante, cerca de R$ 7,5 milhões vieram de empresas ligadas ao Careca do INSS. Parte dos repasses foi efetuada por meio da esposa de Virgílio, Thaisa Jonasson.

O ex-procurador-geral foi afastado do cargo em abril, por determinação da Justiça Federal, no mesmo dia em que a Polícia Federal deflagrou a operação sobre o esquema.

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