Vereadora é ameaçada após ato por Moïse: "Macaca fedorenta"
Carol Dartora foi a primeira mulher negra a tomar posse como vereadora na Câmara Municipal de Curitiba

A vereadora de Curitiba (PR) Carol Dartora (PT) relatou, nesta quarta-feira (9/2), ter sido atacada e ameaçada, em rede social, após participar de um protesto contra assassinato do congolês Moïse Kabagambe.
A petista foi chamada de “macaca fedorenta”, “preta safada” e “filha de Satã”, dentre outras ofensas.
“O ato pedindo Justiça por Moïse e Durval tinha como objetivo o combate ao racismo. Estão aproveitando a distorção de sua finalidade e dos fatos para me ameaçar. Não entrei na igreja, mas não julgo quem expressa sua indignação. Nenhum tipo de violência deve ser tolerada”, escreveu Dartora, em uma rede social, junto a registros de ataques racistas que sofrera.
Feminista, Dartora é a primeira vereadora negra eleita da história de Curitiba.
O ato pedindo justiça por Moïse e Durval tinha como objetivo o combate ao racismo. Estão aproveitando a distorção de sua finalidade e dos fatos para me ameaçar. Não entrei na igreja, mas não julgo quem expressa sua indignação. Nenhum tipo de violência deve ser tolerada. pic.twitter.com/yLeygCHu7S
— Carol Dartora (@acaroldartora) February 9, 2022
Moïse foi morto, em 24 de janeiro, depois de ser espancado com chutes, socos e golpes com um taco de beisebol.
Já Durval Teófilo Filho, de 38 anos, foi morto pelo próprio vizinho, na porta de casa, em São Gonçalo, na noite da última quarta-feira (2/2). Segundo a polícia, ele foi baleado ao ser confundido com um bandido.
Curitibanos realizaram um protesto nesse sábado (5/2). Manifestantes invadiram a Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos durante o ato.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles
Frequência de envio: Diário
Ver todas




















