Vereador invade Sala Vermelha, paciente morre e prefeitura protesta
De acordo com a prefeitura, o vereador invadiu a sala vermelha e propagou agressões verbais e físicas contra os servidores
atualizado
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Um vereador da cidade de Felício dos Santos (MG) está sendo alvo de críticas por ter invadido a área interna de uma unidade de saúde pública para cobrar os médicos e por ter entrado na Sala Vermelha do local no momento em que era feito o atendimento de emergência a um caso grave – que acabou resultando na morte do paciente.
A prefeitura Municipal de Felício dos Santos (MG) publicou, na quarta-feira (5/2), uma nota de repúdio criticando o vereador Wladimir Canuto (Avante), acusado de invadir sala vermelha de Unidade Básica de Saúde (UBS). Na ocasião, um paciente de 93 anos que estava sendo atendido no momento da invasão veio a óbito.
Sobre o caso
- O vereador Wladimir Canuto invadiu a Sala Vermelha na segunda-feira (3/2).
- A sala é responsável por atender pacientes em estado grave.
- De acordo com a prefeitura, ele foi responsável por agressões verbais e físicas contra os servidores.
- A Polícia Civil de Minas Gerais abriu um inquérito para investigar o caso.
Na nota, a prefeitura afirma que o vereador invadiu de forma “abrupta e injustificada” no momento em que o paciente estava sendo atendido sob risco de morte, e que a atitude “transcende o exercício da vereança e se revela vil e ardiloso, não fazendo jus ao mínimo de humanidade e empatia que se espera de um ser humano, nem se revela como ação fiscalizadora de vereador em exercício de sua função.”
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A ação gerou tumultuo na instituição e desestabilizou a equipe que estava em momento delicado, diz a prefeitura. Na manifestação consta que, mesmo diante o falecimento do paciente, Wladimir não demonstrou “ter empatia, causando revolta dos familiares e pacientes presentes na UBS.”
Outro lado
O vereador Wladimir Canuto se defendeu por meio de postagem em suas redes sociais, dizendo que estava cumprindo seu dever de fiscalizar a saúde no município. Ele afirma que foi chamado por um cidadão na UBS para verificar pacientes aguardavam atendimento há mais de 2 horas.
Canuto disse que em determinado momento questionou uma funcionária da recepção sobre a quantidade de médicos que estava atendendo e recebeu a informação que apenas dois estavam atendendo e ambos em caso de emergência.
“O salário que todos os funcionários da prefeitura recebem, eu fiscalizo. Eu tenho que ver se eles estão trabalhando de acordo e se são merecedores do salário que recebem.”
Ele relata que quando entrou na sala vermelha, apenas questionou se tinha algum médico em atendimento e logo que a médica se manifestou, ele fechou a porta e saiu.”
