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O vereador de Aracaju (SE), Lúcio Flávio (PL) utilizou suas redes sociais, na manhã desta terça-feira (12/8), para denunciar o que classificou como proselitismo político no vestibular da Universidade Federal de Sergipe (UFS), aplicado na modalidade de Ensino a Distância (EAD). O parlamentar também manifestou indignação sobre o tema durante discurso na tribuna da 60ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Aracaju, realizada no mesmo dia.
Em publicação no Instagram, Lúcio Flávio exibiu o documento com o tema da redação: “O avanço do neonazismo no século XXI”. A proposta apresentava como contexto que “os discursos da extrema-direita e ultranacionalistas são disseminados e potencializados por meio de novos formatos de comunicação, como as plataformas digitais”, e questionava como assegurar a defesa da democracia e dos direitos humanos diante desse cenário.
O vereador afirmou que a prova continha “carga ideológica” e exibiu um dos textos motivadores, no qual a “Eleição de Jair Bolsonaro” e o bolsonarismo eram associados ao termo neonazismo, apontando suposta ligação com o crescimento de grupos neonazistas no Brasil.
Por meio de nota, a UFS lamentou o ocorrido em relação ao tema da redação e esclareceu que, “pelo sigilo que rege a elaboração das provas”, a instituição não tem acesso prévio ao conteúdo das avaliações. As provas, segundo a universidade, são elaboradas por profissionais contratados para prestar serviços à Comissão de Concursos Vestibulares (CCV).
“Reafirmamos que a UFS não coaduna com qualquer forma de discriminação, polarização política ou radicalismos ideológicos. Somos uma instituição que preza pela democracia, pluralidade e diálogo, pautando-se sempre pelo respeito à diversidade de pensamentos, ideias e identidades”, diz a UFS.
A prova de redação do vestibular EAD foi cancelada.
Leia a reportagem completa em F5 News, parceiro do Metrópoles.
