Venezuelanos em Boa Vista ocupam praça e comemoram prisão de Maduro. Vídeo

Celebração reuniu famílias, fogos, música e bandeiras no Centro Cívico. Ato ocorreu de forma pacífica, de acordo com a PM

atualizado

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Boa Vista – Centenas de migrantes da Venezuela se reúnem, desde o início da noite desse sábado (3/1), na praça do Centro Cívico de Boa Vista (RR) para comemorar a captura de Nicolás Maduro pelo governo dos Estados Unidos.

O clima na praça, que reúne os três Poderes da capital de Roraima, é de final de Copa do Mundo. Além de queima de fogos, carros com a frase “Venezuela Libre” escrita nos vidros tocam música típica do país vizinho. Em meio ao ato, um veículo chegou a erguer a bandeira dos Estados Unidos.

Exibindo, com orgulho, bandeiras venezuelanas, famílias inteiras bebem, dançam e comemoram em comemoração que já entra na madrugada de domingo (4/1).

Morando há nove anos em Boa Vista, a venezuelana Francis Narvaez, de 42 anos, compareceu ao ato acompanhada das quatro filhas adolescentes. “São muitos sentimentos. Felicidade e tristeza. Mas hoje é felicidade com nosso país livre”, afirmou. Ela diz que pretende retornar à Venezuela, embora ainda sem data definida. “O primeiro passo foi a saída de Maduro. Já é uma vitória.”

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A Polícia Militar de Roraima (PMRR) e o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) atuaram na segurança da área. Segundo os órgãos, a manifestação ocorreu de forma pacífica.

Venezuelanos comentam ação militar dos EUA

Durante o ato, imigrantes venezuelanos ouvidos pelo Metrópoles avaliaram as críticas internacionais à ação militar dos Estados Unidos.

“Eu nasci nessa ditadura do Maduro”, disse Yuven Cortez, de 25 anos. Para ela, a captura representa um marco simbólico. “É algo muito simples, mas muito significativo. Achamos super boa a prisão de Maduro”, afirmou, ao ser questionada sobre a reação negativa de parte da comunidade internacional.

Yuven, entretanto, acredita que o retorno à Venezuela ainda levará tempo. “Com certeza a gente quer voltar, mas a gente sente que não vai ser agora, [porque] não vai ser em um ano que eles vão resolver. Vai levar tempo, mas a gente quer voltar com certeza para nosso país.”

Apesar de especialistas em direito internacional apontarem que a ação militar dos EUA ocorreu em desrespeito a tratados de direitos humanos, além de colocar outras nações latino-americanas em alerta, os venezuelanos presentes no ato acreditam que a intervenção foi necessária. “Precisava de intervenção militar dos EUA. Ele não ia sair sozinho, nem com eleições”, avaliou David Alcalá, de 31 anos.

No Brasil há quatro anos, Alcalá diz não ter expectativas de retornar ao país de origem em curto prazo. “Quando a Venezuela recuperar só um pouco da economia, mas agora agora não, vou ficar aqui no Brasil trabalhando”, concluiu Alcalá.

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