Puxado por queda no setor de combustíveis, varejo recua 1,5% em abril
Dados foram divulgados nesta terça-feira (16/6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

O volume de vendas do comércio varejista no país recuou 1,5% em abril, em relação a março. Os dados, divulgados nesta terça-feira (16/6), são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
De acordo com o levantamento, no acumulado em 12 meses, a taxa foi de crescimento foi 1,5%.
Os combustíveis e lubrificantes tiveram o maior declínio nas vendas: -6,2%. O recuo ocorre paralelamente à instabilidade nos preços, provocada pela alta do petróleo — associada à guerra no Oriente Médio — e as medidas do governo federal para tentar conter os preços.
O que é a PMC
- Iniciada em janeiro de 1995, a pesquisa produz indicadores sobre o comportamento conjuntural do comércio varejista no país.
- Para calcular a Pesquisa Mensal de Comércio, o IBGE monitora a receita bruta de revenda nas empresas formais, com 20 ou mais trabalhadores, cuja atividade principal é o comércio varejista.
- A PMC traz indicadores de faturamento real e nominal, pessoal ocupado e salários e outras remunerações.
Em março deste ano, o varejo teve alta de 0,7%. O gerente da PMC, Cristiano Santos, pontua que a retração de agora veio após meses de resultados positivos.
“Os três primeiros meses, na margem, tiveram um crescimento significativo, a ponto de elevar o patamar do comércio para o nível histórico recorde. Assim, há um efeito de base, quando uma variação positiva a mais é de menor suscetibilidade”, afirma.
No total, o comércio varejista tem oito atividades pesquisadas. Além de combustíveis e lubrificantes, outros cinco subgrupos tiveram resultados negativos em abril. Os avanços foram apenas em hipermercados supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,3%) e livros, jornais, revistas e papelaria (1,1%).
Veja todos os setores:
- Combustíveis e lubrificantes: -6,2%;
- Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo: 1,3%;
- Tecidos, vestuário e calçados: -0,1%;
- Móveis e eletrodomésticos: -0,8%;
- Artigos farmacêuticos, medicinais, ortopédicos. e de perfumaria: -0,1%;
- Livros, jornais, revistas. e papelaria: 1,1%;
- Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação: -4,5%;
- Outros artigos de uso pessoal e doméstico: -4,6%.
Comércio Varejista Ampliado
O comércio varejista ampliado inclui veículos, motos, partes e peças, material de construção e atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo, e registrou recuo de 0,7% em abril na comparação com março. Frente a abril de 2025, houve alta de 1,4%. Em 12 meses, o varejo ampliado tem avanço de 0,2.
Veículos e motos, partes e peças registraram retração de -0,7% enquanto material de construção teve queda de 3,6%. Atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo não possui divulgação nessa comparação por não apresentar número suficiente de meses para ser submetida à modelagem de ajuste sazonal, informou o IBGE.

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