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Brasil

Puxado por queda no setor de combustíveis, varejo recua 1,5% em abril

Dados foram divulgados nesta terça-feira (16/6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

16/06/2026 09:33, atualizado 16/06/2026 10:03
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Breno Esaki/Metrópoles
Imagem colorida de combustíveis a mais de R$ 6 causam baixo movimento em postos do DF 5

O volume de vendas do comércio varejista no país recuou 1,5% em abril, em relação a março. Os dados, divulgados nesta terça-feira (16/6), são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o levantamento, no acumulado em 12 meses, a taxa foi de crescimento foi 1,5%.

Os combustíveis e lubrificantes tiveram o maior declínio nas vendas: -6,2%. O recuo ocorre paralelamente à instabilidade nos preços, provocada pela alta do petróleo — associada à guerra no Oriente Médio — e as medidas do governo federal para tentar conter os preços.


O que é a PMC

  • Iniciada em janeiro de 1995, a pesquisa produz indicadores sobre o comportamento conjuntural do comércio varejista no país.
  • Para calcular a Pesquisa Mensal de Comércio, o IBGE monitora a receita bruta de revenda nas empresas formais, com 20 ou mais trabalhadores, cuja atividade principal é o comércio varejista.
  • A PMC traz indicadores de faturamento real e nominal, pessoal ocupado e salários e outras remunerações.

Em março deste ano, o varejo teve alta de 0,7%. O gerente da PMC, Cristiano Santos, pontua que a retração de agora veio após meses de resultados positivos.

“Os três primeiros meses, na margem, tiveram um crescimento significativo, a ponto de elevar o patamar do comércio para o nível histórico recorde. Assim, há um efeito de base, quando uma variação positiva a mais é de menor suscetibilidade”, afirma.

No total, o comércio varejista tem oito atividades pesquisadas. Além de combustíveis e lubrificantes, outros cinco subgrupos tiveram resultados negativos em abril. Os avanços foram apenas em hipermercados supermercados, produtos  alimentícios, bebidas e fumo (1,3%) e livros, jornais, revistas e papelaria (1,1%).

Veja todos os setores:

  • Combustíveis e lubrificantes: -6,2%;
  • Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo: 1,3%;
  • Tecidos, vestuário e calçados: -0,1%;
  • Móveis e eletrodomésticos: -0,8%;
  • Artigos farmacêuticos, medicinais, ortopédicos. e de perfumaria: -0,1%;
  • Livros, jornais, revistas. e papelaria: 1,1%;
  • Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação: -4,5%;
  • Outros artigos de uso pessoal e doméstico: -4,6%.

Comércio Varejista Ampliado

O comércio varejista ampliado inclui veículos, motos, partes e peças, material de construção e atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo, e registrou recuo de 0,7% em abril na comparação com março. Frente a abril de 2025, houve alta de 1,4%. Em 12 meses, o varejo ampliado tem avanço de 0,2.

Veículos e motos, partes e peças registraram retração de -0,7% enquanto material de construção teve queda de 3,6%. Atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo não possui divulgação nessa comparação por não apresentar número suficiente de meses para ser submetida à modelagem de ajuste sazonal, informou o IBGE.

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