Veja reação de Glauber Braga ao se livrar de cassação na Câmara. Vídeo
Vídeo mostra Glauber Braga comemorando com aliados após Câmara trocar cassação de mandato por suspensão de seis meses
atualizado
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Após a Câmara dos Deputados decidir, na noite desta quarta-feira (10/12), não cassar o mandato do deputado federal Glauber Braga (PSol-SP), o parlamentar comemorou com aliados no plenário. Ao invés da cassação, foi aprovada uma suspensão de seis meses. Assista:
No vídeo, é possível ver o momento em que o resultado é anunciado e ele é abraçado por colegas de partido e apoiadores.
A decisão encerrou uma sessão marcada por tensão. O Conselho de Ética havia recomendado, em abril, a cassação do parlamentar e sua inelegibilidade por oito anos. A expectativa era de que o plenário confirmasse o parecer, mas uma emenda apresentada pelo PSol mudou o rumo da votação.
O partido propôs substituir a cassação por uma suspensão de seis meses. Com apoio de integrantes do governo e de partidos do Centrão, a emenda foi aprovada por 318 votos a 141, revertendo o relatório original. Com isso, Glauber mantém o mandato, mas ficará afastado do exercício parlamentar.
Caso Glauber Braga
O processo que chegou ao plenário acusa o deputado de quebra de decoro. Em abril de 2024, ele expulsou a chutes o então militante do Movimento Brasil Livre (MBL) Gabriel Costenaro das dependências da Câmara. Glauber afirma ter reagido após o militante ofender sua mãe, Saudade Braga, ex-prefeita de Nova Friburgo (RJ), já falecida.
Em abril deste ano, o deputado fez uma greve de fome de oito dias em uma comissão da Casa. Ele alegou perseguição política e disse ser alvo de uma articulação do ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL). O alagoano nega as acusações.
Tumulto no dia anterior
Após sete meses parado, Motta anunciou, nessa terça-feira (9/12), que votaria o pedido de cassação de Glauber nesta quarta. O parlamentar, por sua vez, reagiu ocupando a Mesa Diretora da Câmara e acabou sendo retirado à força pela Polícia Legislativa.
Enquanto o deputado estava na cadeira da Presidência, as transmissões oficiais foram interrompidas. Servidores e jornalistas tiveram o acesso ao plenário bloqueado, e profissionais de imprensa relataram agressões da Polícia Legislativa. A atuação de Motta foi alvo de críticas nas redes e por associações da categoria.






