Veja os cotados para assumir o Ministério da Justiça pós-Lewandowski
Andrei Rodrigues, da PF, Rodrigo Pacheco, senador, e Vinícius de Carvalho, da CGU, estão no páreo para substituir Lewandowski
atualizado
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Com a saída iminente do ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, do primeiro escalão do governo Lula, começa o páreo pela escolha do nome que o substituirá. Segundo apurou o Metrópoles, os cotados para assumir o cargo são Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal (PF) (foto em destaque), o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e Vinícius de Carvalho, ministro da Controladoria-Geral da União (CGU).
Lewandowski avisou a aliados nessa segunda-feira (5/1) que pretende deixar a Justiça até sexta-feira (9/1). O motivo seria a possível divisão do órgão com a criação do Ministério da Segurança Pública.
Na prática, isso faria o ministro perder poder, especialmente porque uma ala do PT defende que a nova pasta seja criada ainda neste ano, de olho nas eleições presidenciais.
O nome de Pacheco é aventado para o governo de Minas desde que deixou o Congresso. Embora seu nome tenha força no meio jurídico, o senador já expressou que tem vontade de sair da política e as chances de ele assumir o ministério são baixas.
Seu nome chegou a ser defendido pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para assumir uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), mas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) optou por indicar o advogado-geral da União, Jorge Messias.
Enquanto isso, o nome de Andrei ganhou tração depois das últimas ações da PF quanto ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está preso na Superintendência da corporação, condenado a 27 anos e 4 meses de prisão pela trama golpista. Andrei é visto com bons olhos pelo presidente Lula.
Já o CGU, Vinícius de Carvalho, teve holofotes virados a si depois de sua oitiva na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga as fraudes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Sobre as apurações da CGU em relação aos descontos indevidos, o ministro disse que “era minha obrigação funcional não revelar nada para ninguém”. “Não queríamos que fizéssemos nenhum remendo, excluindo duas, três associações, sem ressarcir aposentados e pensionistas”, justificou.
