Vaivém: Sérgio Cabral já passou por seis presídios desde 2016

Ex-governador, condenado na Lava Jato, já passou por prisões no Rio, em Pinhais (PR) e em Niterói; esta semana já passou por três presídios

atualizado 06/05/2022 11:40

MARCOS ARCOVERDE/ESTADÃO CONTEÚDO

Rio de Janeiro – Na noite de quinta-feira (5/5), o ex-governador Sérgio Cabral passou para o terceiro presídio em menos de uma semana. Por volta das 21h, ele saiu de Bangu 1, no Complexo de Gericinó, na zona oeste do Rio, e foi para o Grupamento Especial Prisional (GEP) do Corpo de Bombeiros, no Humaitá, na zona sul.

Ao todo, essa é a sexta transferência de Cabral, que foi preso em novembro de 2016. Na época, ele foi para Bangu 8, também em Gericinó.

O vaivém de Cabral começou no ano seguinte, em maio de 2017, quando foi encaminhado para Benfica, na zona norte da cidade. Em janeiro de 2018, foi direcionado para o Complexo Médico de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba (PR).

Em abril de 2018, voltou para Bangu 8. Até que em setembro de 2021, foi para o Batalhão Prisional da Polícia Militar, em Niterói, onde ficou até a última terça-feira (3/5), quando foi transferido para Bangu 1.

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Transferências

A mais recente transferência de Cabral foi concedida por liminar do Superior Tribunal de Justiça (STJ), a partir de um pedido da defesa do ex-governador.

Na terça-feira (3/5), Cabral e outros cinco detentos foram levados para Bangu 1, após suspeita de regalias na unidade prisional da PM. Essa mudança foi determinação da Vara de Execução Penal do Tribunal de Justiça.

De acordo com a defesa de Cabral, ele não vivia com regalias no BEP e corria risco em Bangu, já que estaria preso junto a traficantes, alguns deles presos durante sua gestão.

“Vizinho”

Em Gericinó, o ex-governador passou a ser “vizinho” de alguns dos criminosos mais perigosos do Rio, como: My Thor, Menor P, Toni Ângelo e Charles do Lixão.

Essa transferência, no entanto, foi entendida como pouco “prudente” para o desembargador convocado do STJ Olindo de Menezes, já que “há fatos penalmente típicos imputados a pessoas segregadas naquela mesma unidade prisional, em decorrência da delação do ex-governador”.

Além disso, na mesma unidade encontram-se corréus ou condenados.

Ao Metrópoles, a defesa de Sérgio Cabral afirma que “a justiça mais uma vez imperou”, e que sua transferência para Bangu 1 foi determinada “em mera presunção e achismos, e sem qualquer processo que a respaldasse”.

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