Vacinação em massa é fundamental para a retomada econômica, diz CNI

Segundo presidente da confederação, à medida que a imunização contra Covid-19 for avançando, incertezas sobre pandemia se dissiparão

atualizado 15/01/2021 15:55

SeringaHugo Barreto/Metrópoles

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, afirmou nesta sexta-feira (15/1) que a vacinação em massa da população brasileira contra a Covid-19 será fundamental para a retomada econômica do país.

Segundo ele, à medida que a imunização for avançando, “as incertezas econômicas, políticas e sociais relacionadas à pandemia se dissiparão”.

“A confiança [na retomada pós-vacinação] trará novo fôlego ao consumo e à produção, o que acelerará a recuperação das perdas deixadas por esta que é uma das mais graves crises sanitária e econômica enfrentadas pela humanidade. Com isso, poderemos concentrar esforços nas ações necessárias para iniciarmos um ciclo de crescimento sustentado”, disse.

De acordo com projeções da CNI, depois de o Produto Interno Bruto (PIB) ter registrado uma queda de 4,3% em 2020, o Brasil deverá crescer 4% este ano. O setor industrial deve expandir 4,4%, segundo a confederação.

Dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelaram que o Brasil encerrou o mês de novembro de 2020 com um contingente de 14 milhões de desempregados. A CNI projeta que, com a vacinação em massa. mais pessoas voltarão a procurar uma vaga este ano, o que pressionará a taxa de desocupação, que deverá permanecer elevada, próxima a 15%.

“O nosso grande desafio é fazer o Brasil voltar a crescer acima de 2% ao ano de maneira sustentada, isto é, por um longo período. Para isso, o Brasil precisa garantir um ambiente que favoreça a atração de novos investimentos. […] O Brasil também precisa atrair investimentos em infraestrutura por meio de uma modernização dos marcos regulatórios que dê segurança jurídica e garanta o respeito aos contratos”, afirmou Robson Andrade.

Reforma administrativa

O presidente da CNI ainda ressaltou que um passo decisivo na direção da retomada econômica é a aprovação da reforma administrativa que “racionalize os gastos públicos e melhore a qualidade dos serviços prestados à população”.

Em linhas gerais, o texto da reforma administrativa propõe o fim da aposentadoria compulsória como modalidade de punição e proibição de promoção por tempo de serviço.

A proposta prevê eliminar “vantagens e benefícios distorcidos” no funcionalismo público. Pontos como licença-prêmio, aumentos retroativos e férias superiores a 30 dias no ano, entre outros, serão revistos.

Além das mudanças nos benefícios, há alterações nas formas de vínculo com a administração pública e repercussões na estabilidade. A proposta sugere a exigência de dois anos em vínculo de experiência, com desempenho satisfatório, antes de estabelecer a estabilidade para os servidores.

A proposta de reforma administrativa é elaborada pelo governo federal desde 2019 e é considerada prioritária pela equipe econômica para equilibrar as contas públicas do país.

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