União Brasil dá 24h para filiados deixarem o governo Lula

Partido tomou a decisão depois de reportagem ligando o presidente da sigla a empresa com aviões ligados ao PCC

atualizado

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Esplanada dos ministerios feriados Concurso Nacional Unificado servidores - Metrópoles
1 de 1 Esplanada dos ministerios feriados Concurso Nacional Unificado servidores - Metrópoles - Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

A Executiva Nacional do União Brasil decidiu antecipar a saída do governo Lula e deu 24 horas para que os filiados deixem os cargos no Executivo. Antes, o desembarque seria no fim do mês. O partido diz que quem não cumprir a medida será punido. O prazo consta em uma resolução aprovada pela cúpula da legenda.

A decisão se dá depois que a coluna de Andreza Matais, no Metrópoles, apontou que o nome do presidente da sigla, Antonio Rueda, teria aparecido nas investigações da Operação Carbono Oculto, que investiga a infiltração da facção criminosa Primeiro Comando Vermelho (PCC) nos setores financeiro e de combustíveis.

Segundo apurou o Metrópoles, a Polícia Federal (PF) investiga a informação de que Rueda seria dono oculto de jatos executivos, que estão formalmente em nome de terceiros e de fundos de investimento. O presidente do União Brasil nega as acusações.

“Causa profunda estranheza que essas inverdades venham a público justamente poucos dias após a determinação oficial de afastamento de filiados do União Brasil de cargos ocupados no governo federal- movimento legítimo, democrático e amplamente debatido nas instâncias partidárias”, diz a nota do União Brasil.

A cúpula do União Brasil vê influência do governo Lula na reportagem publicada. “Tal “coincidência” reforça a percepção de uso político da estrutura estatal visando desgastar a imagem da nossa principal liderança”, acusa o partido na nota, sem apresentar provas.

E continua: “O União Brasil, por meio de sua Executiva Nacional e de suas lideranças na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, manifesta irrestrita solidariedade ao presidente Antonio Rueda, diante de notícias infundadas, prematuras e superficiais que tentam atingir a honra e a imagem do nosso principal dirigente”.

A decisão de dar 24h para a saída dos filiados deixa o ministro do Turismo, Celso Sabino (União Brasil), ainda mais pressionado. Ele resistia até o momento a deixar o governo.

Os outros dois ministros ligados ao partido que ocupam cargos são considerados cota pessoal do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). São eles: Frederico de Siqueira (Comunicações) e Waldez Góes (Integração).

Decisão de sair do governo foi anunciada no início do mês

Em 2 de setembro, a federação União Brasil-PP anunciou o desembarque do governo Lula. O PP ocupa o Ministério do Esporte, com o deputado licenciado André Fufuca.

Tanto Rueda como o presidente do PP, Ciro Nogueira, já deram declarações públicas de que pretendem apoiar um candidato de oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2026.

O União tem o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como pré-candidato. Ciro, no entanto, defende uma aliança da direita com a sinalização de que o melhor nome seria o do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

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