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Eleições 2026Brasil

TSE nega pedido de Flávio para proibir gravações de Lula no Planalto

Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva considerou o pedido genérico e não analisou medidas repetidas em outros processos do tribunal

16/10/2026 20:01
Artes/Metrópoles
TSE nega pedido de Flávio para proibir gravações de Lula no Planalto

O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, negou nesta sexta-feira (16/10) o pedido de Flávio Bolsonaro (PL) para proibir gravações de conteúdo eleitoral nos palácios do Planalto e da Alvorada. A solicitação foi feita em ação contra a campanha de Lula (PT), por suposto abuso de poder político.

Flávio pediu que Lula fosse impedido de realizar lives, podcasts, entrevistas e outras gravações eleitorais nos palácios. Cueva considerou, porém, que o pedido era “genérico” e não especificava quais condutas deveriam ser proibidas.

Segundo o ministro, a medida poderia restringir excessivamente a comunicação política.

Pedidos repetidos em outros processos

A decisão também deixou de analisar parte dos pedidos apresentados por Flávio por entender que as mesmas medidas já haviam sido submetidas a outros relatores do TSE, em representações eleitorais que tratam de episódios específicos.

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Entre as solicitações repetidas estão medidas relacionadas ao uso de imagens do pronunciamento de Lula na Assembleia Geral da ONU, à remoção de uma transmissão realizada em 13 de setembro e de um podcast publicado em 15 de setembro, além da retirada de matérias do portal do Ministério da Saúde.

“O exame da mesma providência nesta AIJE [Ação de Investigação Judicial Eleitoral] criaria o risco de decisões simultâneas e conflitantes sobre o mesmo conteúdo, a mesma conduta e os mesmos destinatários. Permitiria também à parte, na prática, escolher o julgador da medida de urgência, o que é incompatível com o princípio do juiz natural”, escreveu o corregedor-geral.

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O ministro também analisou o pedido de preservação de provas, que incluía 25 conjuntos de conteúdos, com links e indicação de possíveis responsáveis pela guarda dos materiais. Parte da solicitação não foi conhecida por já ter sido apresentada em outros processos. O restante foi negado porque, segundo Cueva, não houve delimitação suficiente das medidas nem demonstração de urgência concreta.

Como fica a investigação

A decisão trata apenas dos pedidos de medidas cautelares e não impede o andamento da ação contra a campanha de Lula. Os episódios citados por Flávio ainda serão analisados no processo.

Cueva afirmou que a decisão não permite o uso de bens, serviços, servidores ou estruturas da administração pública em benefício de candidatos. Possíveis irregularidades ainda podem ser apuradas, conforme as circunstâncias de cada caso e o devido processo legal.