
TSE divide horários na TV e campanhas preparam estreia. Confira tempos
Corte Eleitoral divulgou partilha nesta quinta (20/8). Lula e Flávio devem trocar ataques; Caiado e Cury vão priorizar apresentação

As campanhas dos candidatos à Presidência aceleraram as gravações para a propaganda eleitoral gratuita, que começa na próxima semana. Nesta quinta-feira (20/8), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) oficializou a divisão do tempo no rádio e na televisão e do número de inserções entre os presidenciáveis.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá a maior fatia. A coligação do candidato à reeleição contará com 5 minutos e 31 segundos em cada bloco e 433 inserções ao longo do primeiro turno.
Flávio Bolsonaro (PL) aparece em seguida, com 4 minutos e 20 segundos e 339 inserções. Ronaldo Caiado (PSD) terá 2 minutos e 2 segundos e 159 inserções, enquanto Augusto Cury (Avante) ficará com 35 segundos e 47 inserções.
Lula é o único candidato ao Planalto que conseguiu reunir, em torno do PT, uma coligação com outras siglas. Flávio, Caiado e Cury disputam a eleição apenas com o tempo assegurado por seus próprios partidos.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA propaganda eleitoral gratuita do primeiro turno será exibida entre 28 de agosto e 1º de outubro. Para presidente, os programas em bloco vão ao ar às terças, quintas e sábados, duas vezes por dia. Como o dia 28 cai em uma sexta-feira, os presidenciáveis estreiam na TV no sábado (29/8).

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Ver todasO TSE sorteou nesta quinta a ordem dos candidatos no primeiro dia. Augusto Cury abrirá o bloco, seguido por Ronaldo Caiado, Flávio Bolsonaro e Lula. A sequência será modificada nos programas seguintes, conforme as regras de rodízio da Justiça Eleitoral.
Por causa das regras eleitorais, Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo), que aparecem entre os candidatos mais bem posicionados nas pesquisas, não terão espaço na propaganda gratuita de rádio e televisão.
Os candidatos Clariana Barão (DC), Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias (PSTU), Rui Costa Pimenta (PCO), Samara (UP) e Wilson Grassi (Democrata) também não terão tempo de propaganda.
Como o TSE divide o horário eleitoral
- Só têm direito ao horário eleitoral gratuito os partidos que cumpriram a cláusula de desempenho exigida pela legislação.
- 10% do tempo são divididos igualmente entre os partidos e coligações com direito à propaganda.
- Os outros 90% são distribuídos conforme o número de deputados federais eleitos por cada partido em 2022.
- Nas coligações, entram no cálculo as bancadas dos partidos que integram a aliança.
- Lula terá o maior tempo de TV, enquanto Flávio Bolsonaro ficará com a segunda maior fatia.
Lula aposta no legado e prepara ataques a Flávio
Com o maior espaço na televisão, a campanha de Lula pretende usar os programas para defender as ações do atual governo e apresentar medidas adotadas durante o terceiro mandato do petista. A equipe também prepara comparações com a gestão de Jair Bolsonaro (PL) e ataques a Flávio.
O presidente já começou a gravar material no QG da campanha, em Brasília, e também produziu peças ao lado de candidatos aliados nos estados. Nomes próximos ao petista afirmam que os materiais devem dar um tom de que é “preciso dar continuidade” aos feitos da atual gestão Lula.
Segundo integrantes da campanha, os conteúdos também devem contemplar uma ofensiva contra Flávio. A campanha pretende associar o senador ao governo do pai e explorar temas que possam aumentar a rejeição ao candidato do PL.
O maior número de inserções também amplia o espaço disponível para essa estratégia. Diferentemente dos programas em bloco, elas duram 30 ou 60 segundos e são distribuídas ao longo da programação das emissoras. Ao todo, as candidaturas à Presidência terão 14 minutos por dia nesse formato.
Flávio grava em mercado e usa crise do varejo
Mesmo sem fechar uma aliança com outros partidos, Flávio terá o segundo maior tempo entre os presidenciáveis. A campanha prepara material para o horário eleitoral há algumas semanas e intensificou as gravações nos últimos dias.
Uma das linhas definidas pelo marqueteiro Duda Lima será confrontar as promessas e expectativas criadas por Lula na eleição de 2022 com problemas que a campanha atribui ao atual governo. Nesta semana, em um encontro com empresários, Duda resumiu a estratégia em frases como “a esperança virou medo”, “a esperança virou vergonha” e “a esperança virou dívida”.
As gravações recentes seguiram esse caminho. Nesta semana, Flávio usou um supermercado como cenário para falar sobre preços, endividamento das famílias e poder de compra. Também gravou diante de uma unidade fechada das Casas Bahia, em Taguatinga, no Distrito Federal, para abordar a crise do varejo, o crédito caro e o fechamento de empresas.
A recuperação judicial do Grupo Casas Bahia também entrou no discurso de Flávio e de aliados nessa quinta-feira (20/8), durante a passagem do candidato por São Paulo. A campanha pretende usar episódios desse tipo para reforçar as críticas à política econômica do governo.
O QG também prepara uma frente de ataques na área de corrupção. Entre os casos que devem aparecer na propaganda estão as investigações que envolvem Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente.
Há previsão de que nomes com grande repercussão entre o eleitorado, como a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), também apareçam nas peças da campanha de Flávio.
Caiado e Cury preparam apresentação ao eleitor
Com pouco mais de dois minutos por bloco, Ronaldo Caiado já começou a produzir os primeiros materiais para o horário eleitoral. Neste início de campanha, a equipe pretende apresentar o candidato ao eleitorado nacional e usar realizações dos mandatos à frente do governo de Goiás como principal cartão de visitas.
A campanha deve destacar principalmente áreas associadas à gestão de Caiado no estado e, ao mesmo tempo, ampliar o conhecimento do candidato fora de Goiás. O PSD terá 159 inserções ao longo do primeiro turno.
Augusto Cury começará as gravações neste sábado (22/8). A primeira etapa também será voltada à apresentação do candidato, mas a equipe pretende reservar espaço para ouvir eleitores e levar demandas dos brasileiros para as peças da campanha.
O Avante terá o menor espaço entre os quatro partidos com direito ao horário eleitoral: 35 segundos em cada bloco e 47 inserções durante o primeiro turno.











