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Eleições 2026Brasil

TSE dá 24h para Meta se explicar sobre tratamento que favoreceria Flávio

Decisão atende a pedido da coligação Brasil Pronto para Mais. A plataforma X também deve apresentar relatório ao TSE

23/10/2026 08:30, atualizado 23/10/2026 08:57
Imagens cedidas pela TV Band
TSE dá 24h para Meta se explicar sobre tratamento que favoreceria Flávio

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que a Meta e o X apresentem, em até 24 horas, um relatório técnico sobre o uso de inteligência artificial (IA) e a distribuição de postagens políticas dos candidatos à Presidência da República.

A decisão é do corregedor-geral eleitoral Ricardo Villas Boas Cueva e atende a um pedido da Coligação Brasil Pronto Pra Mais, aliança partidária que apoia a chapa de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2026.

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A coligação investigante sustenta, em síntese, a existência de tratamento favorável ao candidato Flávio Bolsonaro (PL), em detrimento a Lula, pelas plataformas Meta e X “na distribuição, recomendação, moderação e impulsionamento de conteúdos político-eleitorais, bem como na utilização de ferramentas de inteligência artificial, com alegado favorecimento da candidatura investigada”.

Para o corregedor-geral, os elementos os elementos apresentados justificam a abertura de uma investigação.

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“A petição inicial descreve o suposto emprego, em benefício da candidatura dos investigados, da infraestrutura de distribuição, de moderação, de inteligência artificial e de anúncios das plataformas da Meta e do X, além da contratação, pela campanha do primeiro investigado, de empresa associada à oferta de operações de influência. Indica os elementos em que se apoia e apresenta fatos determinados que, em tese, justificam a instauração da investigação”, ressaltou Cueva.

O prazo de 24 horas foi dado em razão da proximidade do segundo turno, que está marcado para este domingo (25/10). O ministro do TSE exigiu que as empresas expliquem imediatamente os critérios usados na distribuição de conteúdo.

“Diante da proximidade do segundo turno, marcado para 25/10/2026, entendo necessário conferir tratamento prioritário às providências que possam repercutir diretamente sobre a normalidade da disputa eleitoral nos dias que antecedem a votação”, disse Cueva.

“Essa distinção assume especial relevância diante do reduzido intervalo até o pleito, que recomenda concentrar a apreciação imediata nas medidas cuja utilidade possa se esgotar com o encerramento da votação, sem prejuízo da posterior instrução da investigação”, acrescentou.

Os petistas têm acusado a Meta de favorecer a campanha de Flávio Bolsonaro. De acordo com denúncias apresentadas à Justiça Eleitoral, publicações orgânicas – ou seja, sem anúncios pagos – o alcance do candidato bolsonarista é maior do que o de Lula, mesmo o candidato do PT tendo mais seguidores no Instagram.

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Meta deverá explicar sobre distribuição de conteúdo político e uso da IA na plataforma
Flávio Bolsonaro investiu em impulsionamento nas redes sociais
Decisão do ministro Ricardo Villas Bôas Cueva dá 24h para apresentação de relatório técnico
Campanha de Lula acusa Meta de favorecer Flávio Bolsonaro nas redes sociais
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Campanha de Lula acusa Meta de favorecer Flávio Bolsonaro nas redes sociais

Ricardo Stuckert
Meta deverá explicar sobre distribuição de conteúdo político e uso da IA na plataforma
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Flávio Bolsonaro investiu em impulsionamento nas redes sociais
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Flávio Bolsonaro investiu em impulsionamento nas redes sociais

Reprodução/ Sam Pancher
Decisão do ministro Ricardo Villas Bôas Cueva dá 24h para apresentação de relatório técnico
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Decisão do ministro Ricardo Villas Bôas Cueva dá 24h para apresentação de relatório técnico

José Alberto/STJ

Flávio impulsiona

Na última semana da eleição, a campanha de Flávio Bolsonaro já investiu R$ 3,6 milhões em impulsionamento de publicações da Meta, dona do Whatsapp, Facebook e Instagram.

O investimento foi feito em pagamentos fracionados na última terça-feira (20/10). De acordo com os dados do TSE, a campanha do candidato do PL fez oito depósitos à Facebook Serviços Online do Brasil LTDA no mesmo dia: sete de R$ 500 mil e outro de R$ 100 mil.

Em nota publicada na sexta-feira passada (16/10), a Meta negou favorecimento à campanha de Flávio e disse que “a página oficial da campanha de Lula no Facebook e sua conta no Instagram nunca foram bloqueadas”. No entanto, a empresa admite falhas no impulsionamento de conteúdos do petista em 23 de setembro.

Segundo a big tech, o conteúdo foi reprovado por uma “possível tentativa de se passar por um programa social do governo durante uma análise mais ampla de combate a fraudes”.