Flávio paga R$ 3,6 milhões à Meta para impulsionar postagens na reta final
Na semana final da eleição, campanha de Flávio investe em dona de Facebook e Instagram. Lula não gastou com a empresa no segundo turno

Na última semana da eleição, a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) já investiu R$ 3,6 milhões em impulsionamento de publicações da Meta, dona do Whatsapp, Facebook e Instagram. A coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por outro lado, não gastou um real com a empresa no segundo turno.
O investimento foi feito em pagamentos fracionados na última terça-feira (20/10). De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a campanha de Flávio fez oito depósitos à Facebook Serviços Online do Brasil LTDA no mesmo dia:sete de R$ 500 mil e outro de R$ 100 mil.
PT acusa Meta
Os petistas têm acusado a Meta de favorecer a campanha de Flávio Bolsonaro. De acordo com denúncias apresentadas à Justiça Eleitoral, publicações orgânicas – ou seja, sem anúncios pagos – o alcance do candidato bolsonarista é maior do que o de Lula, mesmo o candidato do PT tendo mais seguidores no Instagram.
Em nota publicada na sexta-feira passada (16/10), a Meta negou favorecimento à campanha de Flávio e disse que “a página oficial da campanha de Lula no Facebook e sua conta no Instagram nunca foram bloqueadas”. No entanto, a empresa admite falhas no impulsionamento de conteúdos do petista em 23 de setembro.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA big tech diz que o conteúdo foi reprovado por uma “possível tentativa de se passar por um programa social do governo durante uma análise mais ampla de combate a fraudes”.
Ofensiva contra Lula
A coluna tem mostrado que outros perfis, que não são diretamente ligados à campanha de Flávio, também pagam nas redes sociais para expandir a disseminação de publicações críticas ao candidato à reeleição.
Em levantamento com base na Biblioteca de Anúncios da Meta sobre publicações feitas entre os dias 6 e 19 de outubro, a maior investidora em impulsionamento de uma única publicação foi a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), por meio do perfil de Paulo Skaf, filiado ao Republicanos, partido do governador Tarcísio de Freitas.


