Skaf triplicou aporte da Fiesp para posts contra Lula entre 1º e 2º turno
Recursos da Federação da Indústria do Estado de São Paulo para impulsionar publicações contra Lula foram de até R$ 2 mil para até R$ 7 mil

Filiado ao Republicanos de Tarcísio de Freitas, Paulo Skaf usa as redes sociais para criticar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na campanha eleitoral, ele usou recursos da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), entidade a qual preside, para impulsionar publicações contra o candidato à reeleição.
O uso dos recursos da Fiesp para impulsionar postagens anti-Lula iniciaram um pouco antes da campanha eleitoral. No início de agosto, ele usou até R$ 200 para criticar a diplomacia do governo petista em meio às tensões impostas pelos Estados Unidos à importação brasileira.
Durante o primeiro turno, o investimento saiu da casa das centenas para a dos milhares. Em 3 de setembro, ele investiu até R$ 2 mil para atacar a revogação da “taxa das blusinhas”, nome criado para tributação sobre a importação sobre encomendas de baixo valor.
O aporte foi bem maior no segundo turno. Paulo Skaf investiu até entre R$ 6 mil e R$ 7 mil em uma publicação contra a jornada 6 por 1 – o que representou 65% do aporte para todas as publicações impulsionadas na Meta com ataques ao presidente.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesO impulsionamento foi alvo de ação do PT no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que viu “nítido propósito” eleitoral no comportamento. O deputado estadual Emídio de Souza, também do PT, pediu que Ministério Público (MP) investigue se Flávio Bolsonaro (PL), rival de Lula no segundo turno, tenha influenciado nas publicações.
O Metrópoles procurou Paulo Skaf e ainda não obteve resposta. O espaço segue aberto para posicionamentos.


