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Ramiro Brites

Skaf triplicou aporte da Fiesp para posts contra Lula entre 1º e 2º turno

Recursos da Federação da Indústria do Estado de São Paulo para impulsionar publicações contra Lula foram de até R$ 2 mil para até R$ 7 mil

17/10/2026 17:16
Samuel Pancher / Metrópoles
Flávio Bolsonaro concede coletiva em São Paulo.

Filiado ao Republicanos de Tarcísio de Freitas, Paulo Skaf usa as redes sociais para criticar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na campanha eleitoral, ele usou recursos da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), entidade a qual preside, para impulsionar publicações contra o candidato à reeleição.

O uso dos recursos da Fiesp para impulsionar postagens anti-Lula iniciaram um pouco antes da campanha eleitoral. No início de agosto, ele usou até R$ 200 para criticar a diplomacia do governo petista em meio às tensões impostas pelos Estados Unidos à importação brasileira.

Durante o primeiro turno, o investimento saiu da casa das centenas para a dos milhares. Em 3 de setembro, ele investiu até R$ 2 mil para atacar a revogação da “taxa das blusinhas”, nome criado para tributação sobre a importação sobre encomendas de baixo valor.

O aporte foi bem maior no segundo turno. Paulo Skaf investiu até entre R$ 6 mil e R$ 7 mil em uma publicação contra a jornada 6 por 1 – o que representou 65% do aporte para todas as publicações impulsionadas na Meta com ataques ao presidente.

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O impulsionamento foi alvo de ação do PT no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que viu “nítido propósito” eleitoral no comportamento. O deputado estadual Emídio de Souza, também do PT, pediu que Ministério Público (MP) investigue se Flávio Bolsonaro (PL), rival de Lula no segundo turno, tenha influenciado nas publicações.

O Metrópoles procurou Paulo Skaf e ainda não obteve resposta. O espaço segue aberto para posicionamentos.