Trump quer cortar tarifas sobre produtos de alumínio e aço
Proposta dos Estados Unidos mantém taxa de 50% para metais brutos, mas reduz imposto sobre itens derivados
atualizado
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estuda mudar as regras de taxação sobre aço e alumínio importados, com redução das tarifas para produtos derivados, segundo informações do Wall Street Journal.
A proposta mantém a alíquota elevada, de 50% para os metais brutos, mas prevê cortes para itens como peças industriais e eletrodomésticos, cujas taxas ficariam entre 15% e 25%.
A mudança representa um ajuste na política comercial americana, que vinha adotando tarifas elevadas para proteger a indústria doméstica. Ao aliviar a cobrança sobre produtos derivados, o governo busca reduzir o impacto sobre cadeias produtivas que dependem desses insumos.
Na prática, a medida pode diminuir custos para empresas que utilizam aço e alumínio em processos industriais, o que tende a aliviar parte da pressão sobre preços ao consumidor nos Estados Unidos. Setores como o automotivo, de construção e de eletrodomésticos estão entre os mais sensíveis a esse tipo de alteração.
Por outro lado, a manutenção da tarifa mais alta sobre o metal bruto preserva a estratégia de incentivo à produção interna americana, especialmente na siderurgia, considerada estratégica pelo governo Trump.
A proposta ainda está em discussão e não foi formalizada, mas sinaliza uma tentativa de calibrar o impacto das tarifas, equilibrando a proteção à indústria local com a necessidade de reduzir custos para outros setores da economia.
Impacto para o Brasil
Em junho de 2025, o governo Trump elevou de 25% para 50% as tarifas sobre aço, alumínio e também sobre produtos derivados desses metais.
Na ocasião, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), Geraldo Alckmin, afirmou que o Departamento de Comércio dos Estados Unidos passou a enquadrar exportações que contêm aço e alumínio na chamada Seção 232 do Ato de Expansão Comercial.
Na prática, isso fez com que itens fabricados com esses insumos também passassem a ser taxados em 50%, mesma alíquota aplicada às matérias-primas. A mudança levou parte dos produtos brasileiros a pagar tarifas equivalentes às de outros países, o que acabou elevando a competitividade dos manufaturados nacionais.
