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Brasil

Troca de defesa do ex-presidente do BRB abre caminho para delação premiada

O advogado Cleber Lopes deixou a defesa de Paulo Henrique Costa, que foi assumida por Eugênio Aragão e Davi Tangerino

23/04/2026 06:18, atualizado 23/04/2026 08:17
Breno Esaki/Metrópoles @BrenoEsakiFoto
Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB Metrópoles

troca de advogado do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa (foto em destaque) abre caminho para um possivel acordo de delação premiada. Nessa quarta-feira (22/4), Cleber Lopes deixou a defesa de Costa, que foi assumida por Eugênio Aragão e Davi Tangerino.

Aragão foi membro do Ministério Público Federal entre 1987 e 2017, também foi ministro da Justiça no governo Dilma Rousseff e é considerado especialista em delações premiadas. Já Davi Tangerino é advogado criminalista com experiência em acordos de leniência. É ainda professor de direito penal na UERJ e doutor pela USP.

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Paulo Henrique Costa está preso na Papuda, em Brasília, desde quinta-feira (17/4), após decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça. Ele é investigado por suspeita de ter combinado de receber R$ 146,5 milhões em propina do dono do banco Master, Daniel Vorcaro, para atuar de acordo com os interesses da instituição. O valor seria repassado por meio de imóveis.

A exemplo de Vorcaro, com o início das tratativas de uma delação, Paulo Henrique deve solicitar a transferência para a Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.

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O local é estratégico para que Paulo Henrique fique mais próximo das equipes responsáveis pela investigação, o que facilita a realização de depoimentos.

A delação premiada ocorre quando um investigado resolve contar o que sabe em troca de benefícios na sua pena. Dessa forma, o Estado recebe informações valiosas e o criminoso consegue diminuir a pena ou ter outras vantagens. Ela é prevista, com o nome de colaboração premiada, em lei desde 2013.