
Manoela AlcântaraColunas

Ex-presidente do BRB é transferido para a Papuda
Ex-dirigente foi preso pela PF e levado ao sistema prisional do DF. Ele é investigado no inquérito do caso Master
atualizado
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O ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa foi transferido para o Complexo Penitenciário da Papuda nesta quinta-feira (16/4).
Ele foi preso na manhã desta quinta pela Polícia Federal (PF), por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Paulo Henrique havia sido levado pelos agentes à Superintendência da PF e, à tarde, foi transferido para a Papuda. O ex-dirigente passou por audiência de custódia, que serve para avaliar se os procedimentos da prisão foram corretos.
O nome do ex-dirigente do BRB aparece nas investigações por ter recebido imóveis em troca de facilitar as negociações para a compra de carteiras do Banco Master, do banqueiro Daniel Vorcaro.
Conforme mostrou a coluna do Metrópoles Grande Angular, a PF identificou seis imóveis vinculados ao chamado “cronograma pessoal” de Paulo Henrique: quatro em São Paulo — Heritage, Arbórea, One Sixty e Casa Lafer — e dois em Brasília — Ennius Muniz e Valle dos Ipês.
Foi possível rastrear pagamentos já realizados “em montante superior a R$ 74 milhões”.
Paulo Henrique foi alvo da quarta fase da Compliance Zero, que investiga, além de irregularidades no caso Master, um esquema de lavagem de dinheiro para o pagamento de vantagens indevidas que teriam sido destinadas a agentes públicos.
“Amigos”
Nas mensagens localizadas pela PF, Paulo Henrique e Vorcaro se tratavam como amigos. Os investigadores apontam que havia uma “forte proximidade” entre ambos e que os dois atuavam em “comunhão” para a prática de ilícitos. Em uma das conversas, Paulo Henrique inicia a mensagem com “amigo”.
“Amigo. Obrigado pela conversa hoje. A cada passo o caminho está mais claro e estou mais empolgado com o que vamos construir. Além disso, dou muito valor ao alinhamento pessoal. E acho que estamos bem alinhados em relação ao trabalho, visão de mundo e perfil”, escreveu Paulo Henrique.
A mensagem ocorre no contexto do que a PF interpreta como demonstração de “ânimo” do ex-dirigente do BRB para que a esposa dele pudesse visitar um apartamento luxuoso que estaria incluído no negócio, como contrapartida na compra de carteiras fraudulentas do Master.








