Tragédia na Índia: relembre outros sobreviventes de acidentes aéreos

Dos 242 tripulantes do avião que caiu próximo ao aeroporto de Ahmedabad, Índia, nessa 5ªa, somente um homem teria sobrevivido ao acidente

atualizado

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Um acidente aéreo envolvendo um Boeing 787-8 Dreamliner da Air India abalou o mundo nessa quinta-feira (12/6). O avião, que havia decolado do aeroporto de Ahmedabad, na Índia, com destino a Londres, caiu com 230 passageiros e 12 tripulantes a bordo. Das 242 pessoas no voo, 241 morreram.

No meio do caos, porém, houve um sobrevivente. O cidadão britânico, Vishwash Kumar Ramesh, de 38 anos, de origem indiana, conseguiu escapar ao pular pela saída de emergência antes da queda.


Tragédia na Índia

  • Segundo a companhia aérea Air Índia, 169 pessoas eram indianas, 53 britânicas, 7 portugueses e 1 canadense.
  • O avião chegou a enviar um sinal de socorro antes de cair, mas acabou perdendo contato com a torre de controle antes do acidente.
  • O voo AI171, operado pela companhia aérea indiana, saiu do aeroporto de Ahmedabad, e tinha Londres como destino final. A aeronave, contudo, caiu após decolar, e atingiu um alojamento de médicos residentes da região.

O caso do sobrevivente do acidente na Índia, no entanto, não é o único em tragédias semelhantes. O Metrópoles elenca, abaixo, casos impressionantes. Confira:

Milagre dos Andes

Em 12 de outubro de 1972, um avião saiu de Montevidéu, no Uruguai, com destino a Santiago, no Chile, levando o time de rugby amador uruguaio Old Christians, do colégio Stella Maris, além de amigos e familiares do grupo, para uma competição. Todavia, a aeronave caiu ao chegar no Vale das Lágrimas, na Cordilheira dos Andes, na fronteira entre a Argentina e o Chile, em 13 de outubro de 1972.

A queda ocorreu a uma altitude de 3,5 mil metros no departamento de Malargüe, província de Mendoza, na Argentina.

Ao todo, 45 pessoas estavam a bordo e 29 sobreviveram à queda, Desses, apenas 16 resistiram aos ferimentos do acidente e aos mais de dois meses de fome, frio, cansaço e condições climáticas extremas.

O trabalho das autoridades em busca de sobreviventes chegou a ser encerrado após alguns dias, por conta das condições extremas do local. O grupo soube disso por meio de um rádio e Fernando Parrado e Roberto Canessa decidiram caminhar pela montanha em busca de algum vilarejo próximo. Foi aí que encontraram o cavaleiro Sérgio Catalan, que chamou por ajuda. Nos dias seguintes, um helicóptero apareceu para resgatá-los.

As 16 pessoas resgatadas só conseguiram sobreviver, pois se alimentaram dos corpos daqueles que já haviam morrido. A resolução foi tomada em um pacto coletivo no qual todos concordaram que, caso não resistissem, seus corpos fossem usados para a sobrevivência dos demais.

O caso ficou muito famoso e virou, inclusive, filme na Netflix.

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Última foto com todos os passageiros vivos
Sobreviventes passaram 72 dias esperando resgate
Das 45 pessoas a bordo, apenas 16 sobreviveram até o resgate
Registro do resgate dos sobreviventes do voo 571
Nando Parrado e Roberto Canessa com o cavaleiro  Sergio Catalan, que os salvou
Foto da aeronave antes do acidente
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Foto da aeronave antes do acidente

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Última foto com todos os passageiros vivos
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Sobreviventes passaram 72 dias esperando resgate
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Sobreviventes passaram 72 dias esperando resgate

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Das 45 pessoas a bordo, apenas 16 sobreviveram até o resgate
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Das 45 pessoas a bordo, apenas 16 sobreviveram até o resgate

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Registro do resgate dos sobreviventes do voo 571
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Registro do resgate dos sobreviventes do voo 571

Nando Parrado e Roberto Canessa com o cavaleiro  Sergio Catalan, que os salvou
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Nando Parrado e Roberto Canessa com o cavaleiro Sergio Catalan, que os salvou

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Imprensa acompanhou parte do resgate
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Imprensa acompanhou parte do resgate

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Destroços do avião
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Destroços do avião

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Hoje, há um memorial no local onde ocorreu o acidente
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Hoje, há um memorial no local onde ocorreu o acidente

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Coreia do Sul

Em dezembro de 2024, O avião Boeing 737-800 voava da Tailândia para Muan, na Coreia do Sul, em 29 de dezembro, transportando 181 passageiros e tripulantes quando caiu de barriga para baixo em um aeroporto sul-coreano e bateu em uma barreira de concreto, formando uma bola de fogo. O acidente resultou em 179 mortos.

Duas pessoas foram resgatadas com vida.

Chapecoense

A data 28 de novembro de 2016 está registrada como uma das mais tristes da história do futebol. À época, o voo com a delegação da Chapecoense deixava Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, com destino ao Aeroporto José María Córdova em Rionegro, na Colômbia, mas teve trajetória interrompida ao cair a poucos metros de distância do destino. A tragédia que matou 71 pessoas. Veja quem são os seis sobreviventes:

  • Alan Ruschel – O lateral-esquerdo foi o único sobrevivente que conseguiu retornar ao futebol.
  • Neto – O zagueiro foi o último sobrevivente a ser resgatado do local do acidente. Neto ficou internado durante duas semanas na Colômbia até retornar ao Brasil para continuar a recuperação.
  • Jackson Follmann – O goleiro se tornou um símbolo da volta por cima. Por conta do acidente, ele teve parte da sua perna direita amputada, o que impediu a sequência de sua carreira, mas manteve a positividade.
  • Ximena Suarez (comissária de bordo) – A boliviana foi a única mulher sobrevivente do voo.
  • Erwin Tumiri (técnico da aeronave) – O técnico em voo – era mecânico da aeronave na tragédia – foi o primeiro sobrevivente a ter alta hospitalar e voltar para casa, apenas uma semana depois do acidente.
  • Rafael Henzel – Jornalista e faleceu em março de 2019, vítima de um infarto.
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O departamento de buscas na Colômbia agiu ainda de madrugada
COL - FUTEBOL/CHAPECOENSE/TRAGÉDIA - ESPORTES - Vista do local do acidente envolvendo o avião que transportava a delegação   da Chapecoense, em Medellín, na Colômbia, na terça-feira, 29. Pertences de   jogadores e tripulantes do voo estão espalhados no local. A aeronave, da   companhia aérea Lamia, da Venezuela, tinha 81 pessoas à bordo. Pelo menos   75 pessoas morreram e outras seis foram socorridas com vida.    29/11/2016 - Foto: BRUNO ALENCASTRO/Agência RBS/ESTADÃO CONTEÚDO
Avião da Chapecoense
Avião da LaMia que levava a delegação da Chapecoense para a Copa Sul-Americana
O avião da LaMia ficou destruído
Homenagens em Chapecó nunca cessaram
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Homenagens em Chapecó nunca cessaram

Rafaela Felicciano/Metrópoles
O departamento de buscas na Colômbia agiu ainda de madrugada
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O departamento de buscas na Colômbia agiu ainda de madrugada

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COL - FUTEBOL/CHAPECOENSE/TRAGÉDIA - ESPORTES - Vista do local do acidente envolvendo o avião que transportava a delegação   da Chapecoense, em Medellín, na Colômbia, na terça-feira, 29. Pertences de   jogadores e tripulantes do voo estão espalhados no local. A aeronave, da   companhia aérea Lamia, da Venezuela, tinha 81 pessoas à bordo. Pelo menos   75 pessoas morreram e outras seis foram socorridas com vida.    29/11/2016 - Foto: BRUNO ALENCASTRO/Agência RBS/ESTADÃO CONTEÚDO
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COL - FUTEBOL/CHAPECOENSE/TRAGÉDIA - ESPORTES - Vista do local do acidente envolvendo o avião que transportava a delegação da Chapecoense, em Medellín, na Colômbia, na terça-feira, 29. Pertences de jogadores e tripulantes do voo estão espalhados no local. A aeronave, da companhia aérea Lamia, da Venezuela, tinha 81 pessoas à bordo. Pelo menos 75 pessoas morreram e outras seis foram socorridas com vida. 29/11/2016 - Foto: BRUNO ALENCASTRO/Agência RBS/ESTADÃO CONTEÚDO

BRUNO ALENCASTRO/Agência RBS/ESTADÃO CONTEÚDO
Avião da Chapecoense
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Avião da Chapecoense

Oficial del Departamento de Policía Antioquia
Avião da LaMia que levava a delegação da Chapecoense para a Copa Sul-Americana
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Avião da LaMia que levava a delegação da Chapecoense para a Copa Sul-Americana

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O avião da LaMia ficou destruído
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O avião da LaMia ficou destruído

LUIS BENAVIDES/ASSOCIATED PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Velório de vários jogadores foi feito na Arena Condá, estádio da Chapecoense, em 2016
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Velório de vários jogadores foi feito na Arena Condá, estádio da Chapecoense, em 2016

Rafaela Felicciano/Metrópoles
Chapecó(SC), 01/12/2017 a 03/12/2017 - Avião com time da chapecoense cai na Colombia e deixa 71 pessoas mortas. Em Chapecó, família, amigos e a cidade prestam as últimas homenagens aos mortos. Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles
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Chapecó(SC), 01/12/2017 a 03/12/2017 - Avião com time da chapecoense cai na Colombia e deixa 71 pessoas mortas. Em Chapecó, família, amigos e a cidade prestam as últimas homenagens aos mortos. Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

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Chapecó(SC), 01/12/2017 a 03/12/2017 - Avião com time da chapecoense cai na Colombia e deixa 71 pessoas mortas. Em Chapecó, família, amigos e a cidade prestam as últimas homenagens aos mortos. Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles
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Chapecó(SC), 01/12/2017 a 03/12/2017 - Avião com time da chapecoense cai na Colombia e deixa 71 pessoas mortas. Em Chapecó, família, amigos e a cidade prestam as últimas homenagens aos mortos. Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

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Torcedores deverão lotar a Arena Condá no dia em que o acidente aéreo completa um ano
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Torcedores deverão lotar a Arena Condá no dia em que o acidente aéreo completa um ano

Rafaela Felicciano/Metrópoles

Colômbia

Em 2023, uma aeronave Cessna 206 transportava sete passageiros e caiu na selva amazônica. Três adultos faleceram, mas quatro crianças sobreviveram e foram encontradas após mais de 40 dias na selva.

Em 9 de junho, foram encontrados com vida as três crianças e um bebê que estavam desaparecidos desde 1º de maio. Elas estavam desidratadas e com picadas de insetos pelo corpo.

Após o acidente, as crianças ficaram mais de um mês em uma região de mata fechada, na Amazônia colombiana. A operação de resgate contou com a participação de mais de 120 militares, além de cerca de 70 indígenas.

O acidente de avião resultou na morte do piloto, Hernando Murcia Morales; da copiloto, Herman Mendoza Hernández; e da mãe das crianças, Magdalena Mucutuy Valencia. As três crianças tinham 13, 9 e 4 anos, enquanto o bebê tinha apenas 11 meses quando desapareceu.

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As crianças resgatadas ficaram pouco mais de um mês em um hospital, depois de resgate na selva
Entre as vítimas fatais do acidente, está a mãe das crianças
O bebê do grupo completou 1 ano de idade durante o período em que o grupo ficou perdido
As crianças receberam os primeiros cuidados ainda na selva, antes de serem levados ao hospital
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As crianças receberam os primeiros cuidados ainda na selva, antes de serem levados ao hospital

Forças Militares da Colômbia/Twitter
As crianças resgatadas ficaram pouco mais de um mês em um hospital, depois de resgate na selva
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As crianças resgatadas ficaram pouco mais de um mês em um hospital, depois de resgate na selva

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Entre as vítimas fatais do acidente, está a mãe das crianças
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Entre as vítimas fatais do acidente, está a mãe das crianças

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O bebê do grupo completou 1 ano de idade durante o período em que o grupo ficou perdido
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O bebê do grupo completou 1 ano de idade durante o período em que o grupo ficou perdido

Forças Militares da Colômbia/Twitter

África do Sul

Em 12 de maio de 2010, o voo Afriqiyah Airways saiu do Aeroporto Internacional Oliver Tambo, em Joanesburgo, África do Sul voou com destino ao Aeroporto Internacional de Trípoli, na Líbia. A aeronave caiu a cerca de 900 metros da pista 09 e só parou dentro do terreno do aeroporto da capital líbia.

Não houve relatos de explosão após a queda, mas agentes de segurança afirmaram que o avião explodiu durante o pouso antes de se desintegrar. Das 103 pessoas a bordo, apenas um menino holandês de 9 anos, Ruben van Assouw, sobreviveu.

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