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Brasil

Tomás Paiva concorda com rejeição do STF ao "poder moderador"

Segundo o comandante do Exército, o STF está "totalmente certo" sobre a rejeição do poder moderador das Forças Armadas

Laura Braga02/04/2024 10:34, atualizado 02/04/2024 11:28
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Pedro França/Agência Senado
O comandante do Exército, general Tomás Ribeiro Paiva.

Após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de rejeitar a interpretação de que as Forças Armadas têm papel moderador sobre os Três Poderes da República, o comandante do Exército, general Tomás Paiva, concordou com o posicionamento da Suprema Corte. 

“Totalmente certo! Não há novidade para nós”, disse ele à CNN. “Quem interpreta a Constituição em última instância é o STF, e isso já estava consolidado como o entendimento”, acrescentou.

Seguindo a mesma linha, o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, afirmou que o posicionamento do STF “é a confirmação do óbvio”.

“Poder moderador”

O STF formou maioria contra interpretações constitucionais que atribuem “poder moderador” às Forças Armadas, ou que preveem intervenção militar. Nessa segunda-feira (1°/4), votou o ministro Gilmar Mendes, marcando o placar de 6 a 0.

O julgamento, que ocorre em plenário virtual, avalia ação direta de inconstitucionalidade (ADI) ajuizada pelo PDT em 2020.

A ação movida pela sigla demanda que a Corte debata interpretações do artigo 142 da Constituição Federal que delegariam às Forças Armadas uma espécie de “poder moderador”.

Os ministros têm até o próximo dia 8 para depositar os votos. O voto acompanhado por todos até aqui é o do ministro relator, Luiz Fux.

Segundo o magistrado, a Constituição não permite uma intervenção militar constitucional nem encoraja uma ruptura democrática.

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