Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Brasil

Luiz Fux é relator de ação contra "poder moderador" das Forças Armadas

O ministro do STF foi sorteado para relatar ação na qual o PSol pede que seja afastada consideração de poder moderador para Forças Armadas

15/02/2023 15:36
Igo Estrela/Metrópoles
Cerimônia posse do ministro Luiz Fux na presidência do Supremo Tribunal Federal STF

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi sorteado para ser relator da ação apresentada pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSol) pedindo que a Corte declare inconstitucionais eventuais interpretações de que as Forças Armadas seriam um “poder moderador”.

A legenda solicita à Corte que afaste interpretações capazes de ampliar as atribuições estabelecidas no artigo 142 da Constituição Federal, que dispõe sobre o papel e a função das Forças Armadas.

O pedido foi apresentado na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 1045.

O dispositivo estabelece que as Forças Armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica) se destinam à defesa da pátria e à garantia dos poderes constitucionais, da lei e da ordem.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

Segundo o partido, parcela radical de bolsonaristas defende uma “intervenção militar” em razão de um suposto estado político de coisas ilegítimo, com base em interpretação “mirabolante” do artigo.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

Por isso, o PSol pede que não haja possibilidade de atribuir às Forças Armadas o status de poder moderador do Brasil, vedando a ampliação de atribuições fora de previsão constitucional, principalmente relacionadas à competência de arbitrar eventuais dissensos e conflitos entre Poderes.

O PSol requer a declaração de inconstitucionalidade de interpretações que permitam a ruptura total ou parcial do regime democrático ou a instauração de governo de exceção pelas Forças Armadas ou por civis apoiados por elas.

Pede, ainda, que a veiculação, a propagação ou o incentivo a essas interpretações não sejam protegidos pela imunidade parlamentar. Pela demanda do partido, quem adotar essas práticas deve ser investigado e responsabilizado nos âmbitos político, civil, criminal e administrativo.