Toffoli consulta PGR sobre Bolsonaro e denúncias de Maria do Rosário
Ex-presidente é réu em duas ações penais por por incitação ao estupro e injúria contra a deputada. Sem foro, julgamento deve ocorrer

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), abriu vista à Procuradoria-Geral da República (PGR) para que se manifeste sobre duas ações penais contra o ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL) por incitação ao estupro e injúria contra a deputada federal Maria do Rosário (PT).
Bolsonaro foi denunciado pela PGR por dizer, no plenário da Câmara dos Deputados, que a deputada “não merecia ser estuprada por ser feia”.
No dia seguinte às afirmações, Bolsonaro enfatizou seu pensamento ao conceder entrevista ao Jornal Zero Hora. Na ocasião, disse que “jamais a estupraria” porque Maria do Rosário “é muito feia, não faz meu gênero”.

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Ver todasEm 2017, as duas ações foram recebidas pelo STF por maioria. No entanto, o ministro Luiz Fux suspendeu o caso, em 2019, por considerar que “o presidente da República, na vigência de seu mandato, não pode ser responsabilizado por atos estranhos ao exercício de suas funções”.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesAgora, como Bolsonaro não é mais presidente, o atual relator da ação, ministro Dias Toffoli, ressaltou que “em 31.12.2022 encerrou-se o mandato presidencial de Jair Messias Bolsonaro, findando a imunidade formal temporária do réu. Dessa forma, com o fim da inibição provisória do poder estatal de persecução penal, passou a ser permitida a responsabilização por atos ilícitos não funcionais, inclusive aqueles ocorridos previamente à assunção ao cargo”, considerou.
Assim, determinou manifestação da PGR sobre a retomada das investigações.



