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Brasil

Tia que evitou sequestro em maternidade pegou bebê dentro de bolsa

Mulher conseguiu impedir o sequestro da bebê em uma maternidade em Teresina (PI). Técnica de enfermagem foi presa

13/07/2026 11:28
Reprodução/TV Globo
imagem colorida técnica de enfermagem presa tentativa de sequestro maternidade piaui

A tia da recém-nascida, que impediu o sequestro da bebê na Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina (PI), fez um relato do caso por meio das redes sociais e contou como denunciou a situação. Segundo ela, a unidade de saúde nega ter sido uma tentativa de sequestro e aponta como uma tentativa de “retirada irregular”.

Veja o vídeo:

O crime aconteceu na segunda-feira (6/7), quando uma técnica de enfermagem, que trabalhava na maternidade há cerca de dois anos, tentou levar a recém-nascida dentro de uma bolsa. Contudo, a ação foi impedida pela parente da bebê, que desconfiou da funcionária e conseguir interromper a ação criminosa.

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A técnica de enfermagem foi preso na última quarta-feira (8/7).


Tentativa de sequestro

  • O caso aconteceu na Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina (PI). De acordo com a tia da recém-nascida, a maternidade negou ser uma tentativa de sequestro. Em nota, a unidade de saúde informou que houve uma ocorrência envolvendo “uma tentativa de retirada irregular de um recém-nascido da unidade”.
  • Daniela afirmou também que pediu o acionamento da polícia após perceber a situação, mas que, segundo ela, apenas os seguranças da maternidade atuaram naquele momento. Conforme a maternidade, as circunstância da ocorrência estão sendo investigadas e, por esse motivo, as informações e o trabalho será feito pelas autoridades.
  • Já o Conselho Regional de Enfermagem do Piauí (Coren-PI), informou que acompanha o caso e que tomará as medidas cabíveis.
  • A família registrou um boletim de ocorrência na noite da segunda-feira (6).

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Bebê em bolsa 

Nos vídeos, a tia Daniela Beatriz contou que estava acompanhando a irmã após o parto e que foi abordada por uma mulher que estava vestida como as outras enfermeiras da maternidade. Segundo ela, a mulher se ofereceu para tentar facilitar a realização dos testes da orelhinha e do pezinho, essenciais para que a bebê recebesse alta médica.

Daniela contou ainda ter sido orientada a ir para uma sala em outro andar para a realização dos testes. Segundo ela, a mãe da recém-nascida permaneceu no quarto para se recuperar do parto.

“Fomos para o terceiro andar. Descemos para o segundo andar e aí chegamos perto de uma sala e ela disse: ‘Olha, eu vou entrar aqui, mas você tem que ficar aí fora, pois não podem te ver aqui. Sente ali no banquinho que eu já venho com ela’. Ela já estava com essa bolsa grande de lado e preta. Eu dei a neném pra ela, mas já sentindo uma coisa ruim”, completou a mulher.

Ainda segundo a familiar, a mulher teria saído da sala com uma bolsa grande, aparentemente sem a criança, e seguido em direção ao banheiro. No local, a tia disse ter a abordado e flagrado a bebê na bolsa.

“Quando vi ela já estava saindo com a bolsa na frente, com uma roupa completamente diferente, cabelo solto e óculos, mas já dava pra perceber que ela estava com cuidado. Eu puxei a bolsa e vi a neném, bem quietinha”, disse Daniela.

Falta de assistência

Daniela afirmou também que pediu o acionamento da polícia após perceber a situação, mas que, segundo ela, apenas os seguranças da maternidade atuaram naquele momento.

“Perguntei onde elas estavam, porquê disse que queria que chamassem a polícia, e isso foi negado. O que fizeram foi chamar uma psicóloga pra falar com elas e deixaram a gente em casa depois”, disse a mulher.

“Estão tratando o caso como uma retirada irregular, não estão tratando como um sequestro. Se a acompanhante, no caso eu, entreguei a criança na mão dela, pega a criança, coloca na bolsa, troca de roupa e já tá no ponto de ir embora, isso não é sequestro, não?”