Tesouro capta US$ 4,5 bilhões no exterior com novos títulos em dólar

Operação incluiu papéis com vencimento em 10 e 30 anos e teve forte demanda de investidores estrangeiros, o que indica confiança do mercado

atualizado

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Tesouro Nacional
1 de 1 Tesouro Nacional - Foto: Divulgação/Tesouro Nacional

O Tesouro Nacional anunciou nesta segunda-feira (10/2) a captação de US$ 4,5 bilhões no mercado internacional com a emissão de títulos públicos em dólar, o que mostra um maior investimento de estrangeiros no Brasil e indica confiança do mercado.

A ação incluiu uma nova operação com vencimento em 10 anos, chamado Global 2036, e a reabertura de um título já existente com prazo de 30 anos, o Global 2056.

Quando o governo emite títulos no exterior, ele está tomando dinheiro emprestado de investidores internacionais e se comprometendo a devolver o valor no futuro, com pagamento de juros. Esse tipo de operação é comum e serve para financiar a dívida pública, além de ampliar o número de investidores que aplicam em títulos brasileiros.

O novo título Global 2036 foi emitido no valor de US$ 3,5 bilhões, com juros de 6,25% ao ano e vencimento em maio de 2036.

Já o Global 2056 teve o volume ampliado em US$ 1 bilhão, chegando a US$ 3,5 bilhões em circulação. Esse título paga juros de 7,25% ao ano e vence em janeiro de 2056.

Segundo o Tesouro, a operação teve forte procura e o volume de pedidos chegou a cerca de US$ 12 bilhões no momento de maior demanda, quase três vezes o total ofertado.

Ao todo, foram registradas 466 ordens de investidores, principalmente da Europa e da América do Norte, que responderam por cerca de 90% da alocação final.

Um dos pontos destacados pelo governo foi o custo da emissão. No caso do título de 30 anos, o spread, que representa o quanto o Brasil paga a mais em relação aos títulos do governo dos Estados Unidos, considerados os mais seguros do mundo, foi o menor para esse prazo em mais de dez anos.

Em geral, quanto menor esse diferencial, maior é a confiança dos investidores no país.

De acordo com o Tesouro, a emissão ajuda a alongar o prazo médio da dívida pública, reduzindo a necessidade de refinanciamentos no curto prazo.

Além disso, os títulos brasileiros no exterior servem como referência para empresas nacionais que também pretendem captar recursos fora do país, influenciando o custo de financiamento do setor privado.

A operação foi coordenada pelos bancos HSBC, JP Morgan, Santander e Sumitomo, e a liquidação financeira está prevista para ocorrer em 19 de fevereiro.

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