Dívida pública federal atingiu R$ 8,6 trilhões em 2025

Os dados constam do Relatório Mensal da Dívida (RMD), divulgado nesta quarta-feira (28/1) pelo Tesouro Nacional

atualizado

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1 de 1 tesouronacional - Foto: Michael Melo/Metrópoles

A dívida pública federal (DPF) atingiu R$ 8,6 bilhões em dezembro 2025, aumento de 1,82% em relação ao mês anterior, segundo o relatório mensal da dívida pública federal (RMD) publicado nesta quarta-feira (28/1) pelo Tesouro Nacional.

O número é 18% maior do que o registrado no ano anterior e é a maior alta desde 2015.

De acordo com a pasta, esse desempenho da dívida pública ocorreu devido à emissão líquida, no valor de R$ 59,93 bilhões, e pela apropriação positiva de juros, no valor de R$ 94,83 bilhões.

Com esses dados, o estoque da dívida pública federal encerrou o ano dentro dos limites previstos no Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2025, com variação de R$ 8,5 trilhões a R$ 8,8 trilhões no ano.

Com relação ao prazo médio da DPF, intervalo médio em que o governo leva para refinanciar a dívida pública, diminuiu de 4,08 anos em novembro para 4,0 anos em dezembro — ficando no limite do intervalo estipulado pela PAF 2025 (entre 3,8 anos e 4,2 anos).


Entenda a dívida pública federal

  • A dívida pública federal é contraída pelo Tesouro Nacional para financiar o déficit orçamentário do governo federal (quando a máquina pública acaba gastando mais do que arrecada).
  • As principais formas de classificá-la são: quanto à forma utilizada para o endividamento e quanto à moeda na qual ocorrem os fluxos de recebimento e pagamento da dívida.
  • A emissão líquida é a diferença entre o valor de títulos da dívida pública emitidos pelo governo federal e o valor dos títulos resgatados (isto é, comprados de volta pela União).
  • Apropriação positiva de juros acontece quando o governo obtém um retorno maior com os investimentos em títulos em comparação com os juros pagos aos detentores da dívida pública.
  • Em 2024, o estoque da dívida pública federal somou R$ 7,3 trilhões. O resultado ficou dentro dos limites previstos no Plano Anual de Financiamento (PAF).

Composição da dívida

Quase metade da dívida pública está atrelada à taxa básica de juros, a Selic, que se encontra em patamar mais restritivo (15% ao ano). Em dezembro, a composição da DPF ficou da seguinte forma:

  • Taxa Flutuante (Selic): 48,25%;
  • Índices de Preços (IPCA): 25,93%; e
  • Prefixados (com rendimento definido no momento da emissão): 22,05%;e
  • Câmbio: 3,76%.

O maior detentor da dívida pública é o grupo Instituições Financeiras, que aumentou em dezembro. O estoque passou de R$ 2,71 trilhões para R$ 2,73 trilhões. A participação do grupo subiu para 32,88%.

A participação da Previdência Social na DPF chegou a 22,76%. O estoque se manteve em R$ 1,8 trilhão.

Confira os demais detentores:

Fundos de Investimento têm participação de 20,79%, com estoque de R$ 1,7 trilhão;
Não-residentes têm participação de 10,35%, com estoque de R$ 859,64 bilhões;
Seguradoras têm participação de 3,47%, com estoque de R$ 288,70 bilhões;
Governo tem participação de 2,87%, com estoque de R$ 238,34 bilhões; e
Outros têm participação de 6,87%, com estoque de R$ 571,12 bilhões.

Colchão da dívida pública federal

A reserva de liquidez da dívida pública diminuiu em dezembro em comparação a novembro. O chamado “colchão” para pagar a DPF é composto por recursos presentes na Conta Única do Tesouro Nacional (CTU), no Banco Central (BC).

O colchão diminuiu 2,17%, passando de R$ 1,2 trilhão para R$ 1,1 trilhão. Atualmente, o valor em caixa é suficiente para quitar 7,33 meses de vencimentos de títulos.

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