Tesouro altera limites do estoque da dívida previstos no PAF de 2026
A partir de agora, o limite mínimo do estoque da dívida subiu para R$ 9,7 trilhões e o limite máximo aumentou para R$ 10,3 trilhões
atualizado
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O Tesouro Nacional anunciou, nesta quarta-feira (28/1), a revisão dos limites de referência para o estoque da Dívida Pública Federal (DPF) definidos no Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2026.
A partir de agora, o limite mínimo do estoque da dívida subiu para R$ 9,7 trilhões e o limite máximo aumentou para R$ 10,3 trilhões. A variação original era de R$ 8,5 trilhões e R$ 8,8 trilhões no ano.
O PAF é um dos principais instrumentos que o Tesouro Nacional dispõe para informar os rumos adotados na condução da dívida pública federal. O documento reúne os objetivos, diretrizes e metas que serão observados na gestão da dívida em um determinado ano.
O Tesouro afirmou que os novos limites no PAF foram desenhados para garantir que o Governo Federal disponha dos recursos necessários ao longo do ano, mantendo a reserva de liquidez em patamar adequado e promovendo o equilíbrio entre custo e risco da DPF.
“O PAF 2026 foi construído com base em um cenário externo desafiador, caracterizado por um ambiente global de comércio mais restritivo, incerteza na trajetória das principais moedas e altas taxas de juros, e um cenário doméstico que reflete tanto otimismo quanto desafios referentes à sustentabilidade fiscal e ao controle da trajetória da dívida pública”, avaliou o Tesouro.
Dívida pública
A DPF atingiu R$ 8,6 bilhões em dezembro 2025, aumento de 1,82% em relação ao mês anterior, segundo o relatório mensal da dívida pública federal (RMD) publicado nesta quarta-feira (28/1) pelo Tesouro Nacional.
O número é 18% maior do que o registrado no ano anterior e é a maior alta desde 2015.
De acordo com a pasta, esse desempenho da dívida pública ocorreu devido à emissão líquida, no valor de R$ 59,93 bilhões, e pela apropriação positiva de juros, no valor de R$ 94,83 bilhões.
Com esses dados, o estoque da dívida pública federal encerrou o ano dentro dos limites previstos no Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2025, com variação de R$ 8,5 trilhões a R$ 8,8 trilhões no ano.
Com relação ao prazo médio da DPF, intervalo médio em que o governo leva para refinanciar a dívida pública, diminuiu de 4,08 anos em novembro para 4,0 anos em dezembro — ficando no limite do intervalo estipulado pela PAF 2025 (entre 3,8 anos e 4,2 anos).
